Ele já atravessou um túnel dentro de um helicóptero e fez um filme que criticava a ditadura quando a abertura política ainda não tinha ocorrido no Brasil, mas quando o assunto é finanças, o diretor de cinema Roberto Farias não gosta de se arriscar. Nascido em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, em 1932, ele tomou gosto pelo cinema desde cedo. Irmão do ator Reginaldo Faria, que atuou na maioria de seus filmes, ele influenciou a carreira de vários familiares, inclusive de seus filhos.
Se por um lado Roberto abraçou uma profissão instável e cheia de percalços, esse tipo de experiência o levou a ser bastante seguro em relação ao uso do dinheiro. Por mais que ele tenha histórias de tirar o fôlego, como o fato de ter hipotecado a casa dos pais para pegar um empréstimo e investir em seu primeiro filme, ao longo da carreira ele adotou uma postura mais conservadora e, até hoje, tem o hábito de comprar à vista, ou seja, não gosta de parcelar muitas vezes no cartão e também não faz financiamentos, nem de casa, nem de automóveis.
Para deixar os curiosos mais tranquilos, Roberto conseguiu quitar o empréstimo em pouco tempo e deixou a casa de sua família a salvo. Seu primeiro longa-metragem, Rico ri à toa (1957), não o deixou rico, mas foi um sucesso de bilheteria. Com os recursos conquistados, ele investiu em seu segundo filme, No mundo da Lua (1958) e o seu terceiro trabalho como diretor, o filme policial Cidade Ameaçada (1960), o levou ao Festival de Cannes, aos 28 anos de idade.
Nossa entrevista não entrou em detalhes, mas se Roberto carrega traços de sua profissão nas escolhas de seus investimentos, pode-se dizer que ele aposta na diversificação. Afinal, poucos cineastas foram tão ecléticos e acompanharam movimentos tão distintos no cinema nacional. Sua carreira começou nos estúdios da Atlântica, com as chanchadas, mas o gênero que o consagrou foi o policial, com filmes como O Assalto ao Trem Pagador (1962), considerado um clássico do cinema nacional. Roberto também foi uma figura importante no movimento Cinema Novo, no trabalho de distribuição dos filmes. Por mais contraditório que pareça, ele seguiu sua trajetória dirigindo dramas, comédias e até mesmo uma série de três musicais com o “Rei” Roberto Carlos. No seu currículo também constam um documentário do piloto Fittipaldi (1973), o filme político Pra Frente Brasil (1982), em que o protagonista é torturado durante o regime da ditadura, e Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987), dedicado especialmente ao público infantil.
Nossa entrevista não entrou em detalhes, mas se Roberto carrega traços de sua profissão nas escolhas de seus investimentos, pode-se dizer que ele aposta na diversificação. Afinal, poucos cineastas foram tão ecléticos e acompanharam movimentos tão distintos no cinema nacional. Sua carreira começou nos estúdios da Atlântica, com as chanchadas, mas o gênero que o consagrou foi o policial, com filmes como O Assalto ao Trem Pagador (1962), considerado um clássico do cinema nacional. Roberto também foi uma figura importante no movimento Cinema Novo, no trabalho de distribuição dos filmes. Por mais contraditório que pareça, ele seguiu sua trajetória dirigindo dramas, comédias e até mesmo uma série de três musicais com o “Rei” Roberto Carlos. No seu currículo também constam um documentário do piloto Fittipaldi (1973), o filme político Pra Frente Brasil (1982), em que o protagonista é torturado durante o regime da ditadura, e Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987), dedicado especialmente ao público infantil.
Da década de 80 para cá, ele tem se dedicado à carreira de diretor de televisão. Todas essas conquistas, ele garante, não o levaram à riqueza em patrimônio material. É lógico que ele possui uma vida confortável e conhece vários países do mundo, em decorrência da própria profissão, mas a prosperidade em sua vida está manifesta em experiências de vida valiosas e histórias riquíssimas que poderão compor, quem sabe, as páginas de sua biografia.