Desde moscas domésticas, que nascem, crescem e morrem em menos de 30 dias, até planetas, cujos ciclos de vida podem ser contados em bilhões de anos, ciclos estão presentes por toda a natureza. Sistemas mercantis não são diferentes, e ter consciência dos ciclos econômicos é a chave para se fazer investimentos inteligentes com o mínimo de preocupações.
A qualquer momento, uma economia encontra-se em uma destas quatro etapas: euforia, recessão, depressão ou recuperação. É fácil reconhecer que a atual conjuntura econômica não é das melhores. Nos últimos cinco anos vimos os sistemas bancários norte-americano e europeu entrarem em colapso, e mesmo países aparentemente muito dinâmicos como a China desaceleraram (devido, entre outras coisas, justamente à crise em seus principais parceiros mercantis). Nosso Brasil, então, está apenas começando a sair de uma situação delicadíssima, com inflação acelerada, juros reais baixos, economia estagnada e câmbio desvalorizado.
Podemos acreditar que após a tempestade atual virá mais um período de bonança, mas não sabemos quando isso ocorrerá, nem se realmente ocorrerá. Essa incerteza leva alguns investidores a abandonarem investimentos de longo prazo, o que causa, por exemplo, a queda nos preços de ações. Isso afeta o patrimônio de todos, desde os pequenos investidores aos institucionais, como holdings e fundos de pensão.
Por isso, não se assuste se seus investimentos estiverem apresentando baixa rentabilidade: momentos como o atual são esperados e de pouca preocupação para quem investe para o longo prazo. Entretanto, se a atual situação da Previdência Social nos ensinou uma coisa, é que devemos tomar as rédeas de nossa aposentadoria; isso inclui saber se os gestores de nossos investimentos estão fazendo um bom trabalho.
Vale a pena entrar em contato com eles e obter respostas a perguntas como:
1. Qual tem sido a rentabilidade do fundo nos últimos 24 meses?
2. Que percentual do fundo está investido em Renda Fixa? E em Renda Variável?
3. Essa alocação está compatível com suas (participante) características pessoais, como tempo até a aposentadoria e perfil de risco?
4. As premissas de rentabilidade futura utilizadas pelo gestor são realistas ou excessivamente otimistas?
5. Seu atual percentual de contribuição será suficiente para garantir a aposentadoria que deseja, mesmo em um cenário de rentabilidade pessimista?
Costuma-se recomendar às pessoas que não querem ter o trabalho de escolher a dedo os produtos em que desejam investir que apostem na modalidade via fundos. Entretanto, lembre-se que é seu dinheiro e sua aposentadoria que estão em jogo. Por isso, não abra mão de acompanhar de perto a evolução do seu investimento.