O período do natal é coberto de propagandas e convites ao consumo. Se os comerciais estimulam cada vez mais o consumismo, é importante que a educação financeira parta de casa. Os pais devem ensinar à criança a diferença entre precisar e querer, e que para comprar as coisas às vezes é necessário poupar por um tempo. A escritora de finanças pessoais Liz Weston afirma que a partir dos três anos a criança já é capaz de compreender esses conceitos.
E como deve ser feita essa poupança? Devemos usar um cofrinho tradicional ou abrir uma conta poupança para a criança? Financeiramente, ensinar o filho a fazer uma aplicação financeira seria mais vantajoso, pois o dinheiro no cofrinho não recebe nenhum tipo de rentabilidade ou correção. Porém, a transação bancária é muito fria e impessoal, podendo não trazer o estímulo necessário para que a criança adquira gosto pela poupança. Eis a vantagem do cofrinho: ao ver seu dinheiro acumulando e literalmente ganhando peso, a criança pode compreender melhor o resultado de seu empenho.
Outra vantagem do cofrinho, especialmente os tradicionais, é que para retirar o dinheiro é preciso quebrá-lo. Trata-se de uma boa oportunidade para fazer a criança refletir sobre se o destino do dinheiro realmente valerá a pena de quebrar o cofrinho e utilizar a quantia acumulada.