domingo, 24 de novembro de 2013

Família, Afeto e Finanças", de Angélica Rodrigues Santos e Rogério Olegário, do Carmo

Confira a entrevista com a psicóloga e escritora Angélica Rodrigues, que escreveu o livro Família, Afeto e Finanças em parceria com o especialista e consultor financeiro Rogério Olegário. Angélica e Rogério têm ampla bagagem em finanças pessoais e trouxeram, nesta publicação, o resultado de experiências de consultório, consultorias e cursos, bem como práticas bem sucedidas aplicadas por eles, na vida de casal.
1. É comum observar que as pessoas dedicam muito tempo e energia para ganhar dinheiro, mas dedicam pouquíssimo tempo para aprender a utilizá-lo melhor. Na sua visão, dedicar um tempo para aprender a gastar, poupar ou turbinar os investimentos é tão importante quanto dedicá-lo a ganhar dinheiro? Por que?
Angélica Rodrigues - Sim, pois esse aprendizado permitirá que ela gaste menos tempo e energia na realização de seus objetivos. Nos nossos cursos observamos, por exemplo, que as pessoas não costumam dedicar tempo para cuidar do seu dinheiro e não prestam atenção no que gastam. Depois, quando essa pessoa reserva um tempo para cuidar do seu orçamento, lá na frente ela percebe que conseguiu poupar mais. Em outras palavras, ela pode ter deixado de trabalhar e de ganhar dinheiro por algumas horas, mas percebe que, ainda assim, lucrou, saiu ganhando com essa nova postura.
2. Qual é a importância de ler livros de finanças pessoais e estudar mais sobre o tema?
Angélica - É muito importante, pois como não temos essa cultura de educação financeira, há uma lacuna que pode ser preenchida a partir da leitura, do estudo. Quem se educa financeiramente consegue mudar o seu comportamento e, em geral, são essas pessoas que conquistam um patrimônio maior ao longo dos anos. Enfim, os livros são uma ferramenta importante na educação, mas também há outros instrumentos, como palestras e cursos, inclusive online.
3.  A maioria dos brasileiros acha difícil poupar. Que estratégias você considera eficientes para mudar essa visão?
Angélica - A primeira é fazer um orçamento porque sem saber quanto ganha e como gasta não tem como poupar. O segundo passo, que eu acho fundamental, é ela separar primeiro quanto ela quer investir e viver com a sobra. Isso é exatamente o contrário do que as pessoas fazem normalmente: elas costumam receber, gastar e poupar as sobras. Essa mudança de comportamento faz toda a diferença.
4. É importante que a família converse sobre o dinheiro?
 Angélica - Claro! A família precisa ter um orçamento participativo. Por mais que não seja necessário expressar a receita dos pais ou o valor das despesas, a criança precisa saber que há uma fonte de renda e também despesas para se manter uma casa. Na adolescência, se os pais se sentirem à vontade, podem começar a abrir determinados valores ou a planilha de orçamento, mas esse processo precisa ser tranquilo. Jamais os pais devem citar esses valores em um momento de raiva, em uma pergunta como “você sabe quanto custa a sua escola?” e sim, devem manter um diálogo amigável em relação ao dinheiro. Outra dica é mostrar o caminho do dinheiro, ou seja, que os recursos são fruto de um trabalho, que foi conquistado ao longo de todo um processo. Isso ensina os filhos a formarem  juízos de valor, que podem ser úteis lá na frente, no momento da escolha da própria profissão e da tomada de decisões importantes na vida.
5. No atual cenário econômico brasileiro, em que há um estímulo ao consumo e ao crédito, de que forma a educação financeira pode melhorar a vida das pessoas?
Angélica - A educação é fundamental porque as pessoas caem nas armadilhas do crédito, justamente por falta de educação financeira. Ela é o ponto de partida para um futuro melhor para a família e para as gerações seguintes. Aliás, não é só o conhecimento financeiro que é importante... o autoconhecimento também é primordial, pois é necessário avaliar as próprias crenças e emoções que estão associadas ao comportamento financeiro.
6. O que o seu livro trouxe de novo para o mercado de publicações sobre educação financeira ou finanças pessoais?
Angélica - O grande diferencial é que ele junta a parte emocional em relação ao manejo do dinheiro com a parte técnico-financeira propriamente dita. Além disso, observamos que a maioria dos livros de finanças mostrava o que fazer, mas não dizia “como fazer”. Nesse trabalho nós tivemos o cuidado de explicar como fazer: o livro está recheado de exercícios e orientações práticas. Ele apresenta uma metodologia que foi resultado de experiências em consultório, consultorias e cursos. Há, ainda, um bônus: o livro apresenta um QR CODE que permite, a quem tem o aplicativo no celular, acessar um vídeo exclusivo e vinte novos exercícios.
O livro "Família, Afeto e Finanças", de Angélica Rodrigues Santos e Rogério Olegário, do Carmo é publicado pela editora Gente e tem preço médio de R$ 25,00.