sexta-feira, 31 de março de 2017

PAC desacelera

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terá um corte de R$ 10,5 bilhões, segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. O contingenciamento de R$ 42,1 bilhões do OGU reduzirá para R$ 26,6 bilhões o orçamento do principal programa federal de investimentos. Além dos cortes no PAC, os demais órgãos do governo sofrerão bloqueio de R$ 20,1 bilhões, dos quais quase a totalidade em despesas de custeio (manutenção da máquina pública).

Segundo Oliveira, os gastos mínimos determinados pela Constituição para a saúde e a educação serão preservados. O contingenciamento dos recursos será completado da seguinte forma: as emendas impositivas (obrigatórias) sofrerão corte de R$ 5,4 bilhões. O bloqueio é linear, atingindo todas as emendas na mesma proporção, conforme a Constituição. Serão cortadas ainda R$ 5,5 bilhões de emendas não obrigatórias. 
Os demais poderes – Legislativo, Judiciário e Ministério Público – sofrerão corte de R$ 580 milhões.



quinta-feira, 30 de março de 2017

Fim das desonerações e impactos na economia

Com a atividade econômica e as empresas ainda fragilizadas, o movimento pode comprometer a retomada da economia, afirmam. Há quem veja, no entanto, que o ajuste fiscal e a própria queda de juros podem funcionar como uma espécie de amortecedor para um eventual impacto negativo.






— Aumentar impostos neste momento não é adequado. A economia agora está tentando sair da recessão e o custo pode ser enfraquecer esse processo. Por enquanto, a economia está piorando mais devagar e os sinais são de estabilização. Teremos um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) perto de dezembro. Se acaba com a desoneração, o risco é fragilizar a estabilização — afirma o professor da FEA/USP e economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Na sua avaliação, o momento escolhido para a decisão de retomar o nível dos impostos sobre a folha de pagamento “é errado”, assim como foi errado no passado o momento da desoneração:


— Lá atrás, o governo reduziu os impostos para evitar que a economia desacelerasse. E ela desacelerou. Agora, que a economia está estabilizando, tentando sair da recessão, pode aumentar imposto. Os dois momentos são errados.

Professor do Instituto de Economia da Unicamp, Francisco Lopreato destaca ser a favor da retirada as desonerações tributárias sobre a folha de pagamento, já que os efeitos positivos sobre a economia foram muito menores que os esperados, mas defende que este processo seja gradual para reduzir o impacto negativo na atividade econômica.

— Vai afundar ainda mais a economia? Vai jogar mais um balde de água fria nas empresas? É fácil dar doce para criança, mas é difícil tirar. Isso já está incorporado na gestão das companhias. Não dá para tirar de uma hora para outro quando as empresas estão ainda fragilizadas e a demanda está fraca. O impacto vai ser grande — diz Lopreato.

Para o professor da Unicamp, o dinheiro usado na desoneração tributária — entre 2012 e 2016 a União abriu mão de R$ 68,7 bilhões com a desoneração da folha de pagamento — teria sido melhor empregado se o governo tivesse destinado os recursos a investimentos públicos:

— O acerto teria sido maior se, em vez de usar esse volume de desonerações, o governo tivesse destinado os recursos para investimentos públicos. A desoneração foi adotada quando a economia brasileira já dava sinais de desaceleração. O simples fato de reduzir custos não é suficiente para estimular investimentos. Sem expectativa, o empresário prefere recuperar margem que investir.

‘ALGUMA ELEVAÇÃO DE IMPOSTOS PARECE INEVITÁVEL’

Economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall tem uma visão diferente. Ele reconhece que o governo enfrenta um dilema, entre a necessidade de cumprir a meta fiscal e possíveis efeitos na atividade econômica de mais impostos, mas diz que “alguma elevação de impostos parece inevitável diante da situação fiscal”:

— Diante da situação fiscal, é inevitável a reversão da desoneração. Ou se aumenta outro imposto ou não se cumpre a meta fiscal. É um dilema que se tem que enfrentar. O risco de não cumprir a meta fiscal desse ano é maior que eventuais efeitos mais negativos na economia.

Um aspecto que deve ser levado em consideração, segundo Kawall, é que há espaço hoje para novos cortes nas taxas de juros, o que pode ajudar a compensar algum impacto negativo.

— Se houver algum efeito mais negativo, há espaço para compensar via juros. Seria ótimo se não precisasse retomar a carga tributária a um nível em que já esteve, mas a situação fiscal não permite isso — diz o economista-chefe do Banco Safra.

Kawall defende que o fim da desoneração tributária seja feito de uma só vez. Um movimento gradual, diz ele, não permitiria um ganho na arrecadação suficiente e colocaria em risco o cumprimento da meta fiscal.

Cresce importância do setor de serviços

Segundo o BC, a tendência é de aumento da sua participação no Produto Interno Bruto (PIB). Em 2016, a participação passou de 54,9% em 2004 para 63,3% em 2016.
Segundo o BC, a importância do setor, que possui atividades bastante heterogêneas, implica na necessidade de melhor compreender as diferenças entre algumas das principais pesquisas com informações sobre o desempenho dos serviços. Neste sentido, o box do RTI apresenta as diferenças mais importantes entre a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e as Contas Nacionais (CN), ambas do IBGE, contribuindo para melhor avaliação da conjuntura.
A PMS, de periodicidade mensal, é construída a partir da receita bruta de empresas formais prestadoras de serviços com 20 ou mais pessoas ocupadas. Nas Contas Nacionais, em sua divulgação trimestral, o setor de serviços é dividido em sete atividades: comércio; transporte, armazenagem e correio; serviços de informação; intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relativos; atividades imobiliárias; administração, saúde e educação públicas; e outros serviços.
No box, a autoridade monetária conclui que o acompanhamento do setor de serviços deve ser realizado pela comparação das atividades que são semelhantes entre as pesquisas e não do índice agregado. As diferenças metodológicas entre as duas pesquisas podem gerar leituras diferenciadas sobre a evolução recente da atividade no setor.
Para o BC, o conhecimento dessas diferenças facilita uma melhor avaliação da conjuntura, especialmente em um momento de expectativa quanto a uma possível retomada da atividade econômica.



segunda-feira, 27 de março de 2017

Compre o Livro e ganhe

Compre o Livro e ganhe 

Na promoção de lançamento do Seminário : "Vida Milionária", comprando um dos livros da série Vida Milionária no site do Amazon, você ganha um ingresso no valor de R$200,00 para o Seminário "Vida Milionária".
O Seminário contará com a presença do escritor, investidor, administrador e palestrante Eberth Castro Magalhães, além de vários outros palestrantes renomados da economia e finanças pessoais.



 Vida Milionaria

Mas, aproveite pois é por tempo limitado.
A promoção só é valida para quem comprar o livro entre 15/03/17 e 20/03/17
Por questão de espaço, as inscrições também serão limitadas a 1000 ingressos.





domingo, 26 de março de 2017

Investimento Ronaldo fenômeno


  Dar uma olhada nos números da Mega Sena da Virada, cujo prêmio foi o maior já pago pela loteria da Caixa, totalizando R$ 244,7 milhões. Cruzando os dedos para ganhar o prêmio, as pessoas correram para as lotéricas e foram vendidos mais de 85 milhões de bilhetes.
Claro que nem todos tiveram a sorte de conquistar a bolada em apenas um dia. Foram apenas três sortudos. E o que será que eles fizeram com o prêmio? Gastaram tudo ou usaram de modo consciente? Bom, a verdade é que nem sempre ser rico significa esbanjar o dinheiro. Muitos ricos, por sinal, têm perfil conservador.
O empresário e ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário, o Fenômeno. O patrimônio conquistado não veio fácil e ele prefere guardar o dinheiro para que não seja desperdiçado, mas sim ainda mais valorizado. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Ronaldo afirma que deixa 80% do patrimônio aplicado em bancos. "Sou muito conservador, fiz poucos investimentos na minha vida. Tenho uma equipe de economistas que fica na Espanha e nos encontramos duas vezes por ano para traçar o planejamento e as estratégias dos investimentos. Mas a minha orientação é ser sempre conservador", disse Ronaldo ao "Valor". Com 20% do que ganhou, Ronaldo investe na empresa de marketing esportivo 9ine e em imóveis.
A decisão de Ronaldo em aplicar apenas uma pequena quantia em ações mostra que vale a pena separar apenas uma parte para investimentos mais agressivos devido às oscilações do mercado. "É um setor que pode estar bem num dia e em outro estar mal. Para obter lucro tem que estar ligado todo dia, e eu não tenho tempo", disse Ronaldo ao jornal.
O exemplo de Ronaldo propõe uma reflexāo sobre o modo de como usar o dinheiro a seu favor. Antes de gastá-lo ou arriscá-lo vale uma pausa e um pouco de informação. Para quem quer investir em ações, a dica é acessar o site da BM&FBOVESPA na área de simuladores, onde é possível entender como funciona o mercado de ações, derivativos e títulos públicos. Os simuladores possibilitam aos iniciantes realizar diversas operações, aplicando os conceitos básicos do mercado e mostrando como é o dia a dia de uma Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros.



https://www.amazon.com.br/Voc%C3%AA-pode-ter-vida-milion%C3%A1ria-ebook/dp/B06WGTPTTW/ref=sr_1_3?ie=UTF8&qid=1490520266&sr=8-3&keywords=eberth

terça-feira, 21 de março de 2017

Adiantar ou não o 13°?


Servidores e empregados públicos, ao marcarem suas férias, geralmente podem pedir para receber parte da gratificação natalina e até do adicional de férias antes do previsto. Mesmo quem trabalha na iniciativa privada pode, muitas vezes, negociar um adiantamento diretamente com o empregador. Será que essa é uma boa ideia?

Via de regra, esse adiantamento, concedido pelo empregador, é isento de cobrança de juros. Trata-se, portanto, de uma ótima oportunidade para uma pessoa financeiramente disciplinada ganhar um dinheirinho extra e incrementar as aplicações financeiras.
Digamos então que seu empregador lhe conceda um adiantamento de R$ 1 mil do seu 13º salário que seria recebido quatro meses depois. O que você pode fazer para aproveitar essa situação? Guardá-lo. Se você colocar esse dinheiro na poupança, após o quadrimestre terá algo próximo a R$ 1.020,00. Vinte reais não são uma fortuna, mas chegaram à sua mão de graça. Sem contar que os juros recebidos de fato aumentarão na proporção do valor real do adiantamento. Tudo o que precisou fazer foi ter a disciplina de guardar esse dinheiro em vez de gastá-lo imediatamente.
Além do adiantamento concedido pelo empregador, há também aquele oferecido pelos bancos comerciais. Apesar do nome semelhante, trata-se de uma operação diferente. O adiantamento da rede bancária é, na verdade, uma operação de crédito. O banco lhe empresta dinheiro e, quando seu 13º for creditado, ele pega o montante emprestado de volta acrescido de juros. Em outras palavras, há uma redução significativa em relação ao valor do seu 13º.
O adiantamento oferecido pelos bancos visa a atrair as pessoas que possuem dívidas muito caras como o cartão de crédito ou o cheque especial, que mesmo com as reduções nos últimos meses ainda costumam cobrar taxas de juros elevadas ao mês. Como os juros de empréstimos como Adiantamento de 13º salário ou de férias costumam ser menores (cerca de 3% a.m.), pedir o adiantamento e usá-lo para quitar as dívidas mais caras pode ser uma boa ideia. Se puder usar o adiantamento do empregador para fazer essa quitação, melhor ainda.



segunda-feira, 20 de março de 2017

Conferiu a conta?


Um estudo realizado em diversos bares pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) constatou que se você não tiver noção do que foi pedido e não conferir a conta, poderá pagar por bebidas que não consumiu. Isso aconteceu em 11 dos 19 bares pesquisados no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Foi na conferência da quantidade de bebidas que ocorreram os maiores problemas. Em São Paulo, alguns bares chegaram a cobrar até 13 chopes a mais, além dos 60 consumidos. No Rio de Janeiro, um caso chamou a atenção: um dos bares pesquisados, inicialmente, cobrou cinco chopes a menos. Depois da solicitação de alteração, a nova conta veio com dez chopes a mais. Também houve divergência na contagem de refrigerantes, porém a maioria para menos.
“A partir da nossa amostragem não podemos afirmar que esses bares agiram de má-fé. Afinal, também verificamos em alguns locais que itens consumidos deixaram de ser cobrados. O que podemos dizer com certeza é que há uma total falta de controle sobre o que os clientes estão consumindo”, destacou David Passada, advogado da Proteste em entrevista para a imprensa.
Para fazer a avaliação, grupos de 12 pessoas chegaram juntas aos bares selecionados, em São Paulo e no Rio, e lá permaneceram por, no mínimo, quatro horas. O desafio, segundo a Proteste, era conferir se os estabelecimentos descreviam na nota fiscal exatamente o que foi pedido em relação à variedade do produto, quantidade consumida e preço cobrado. Para garantir a igualdade nas análises, os pedidos foram padronizados: a lista incluía 60 chopes, oito refrigerantes, seis caipivodkas, quatro garrafas de água sem gás e seis porções de petiscos.
É importante ficar atento ao que está sendo cobrado, tanto em bares como em restaurantes, padarias, supermercados, papelarias e demais comércios, pois é comum haver divergência entre o preço marcado na gôndola ou no produto, e o preço que é somado no caixa. “Já peguei diferença de até R$ 10 em um produto no supermercado. Fico olhando tudo. Porém, com o uso do código de barras fica mais difícil realizar esse controle, pois o preço fica exposto apenas na prateleira”, comentou Edinildes Silva, costureira. 
A Proteste orienta o consumidor a guardar os comprovantes de pagamento e, caso não concorde com o valor, deve procurar um Procon de sua cidade. Se não houver acordo e o caso chegar à Justiça, o estabelecimento, se condenado, deverá pagar em dobro o valor reclamado, conforme indica o artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

domingo, 19 de março de 2017

Você já pensou nas pequenas “corrupções” que um orçamento doméstico desestabilizado e descontrolado sofre?



Você já pensou nas pequenas “corrupções” que um orçamento doméstico desestabilizado e descontrolado sofre?





Uma reportagem do jornal Correio Braziliense mostra que o custo da incompetência e da corrupção chegam a R$ 1 trilhão por ano no Brasil, o que equivale ao PIB da Argentina. Em outras palavras, de cada R$100, quase R$25 são drenados pela ineficiência, informalidade, gestão atrapalhada ou má-fé. De acordo com o economista Paulo Rabello de Castro, consultado pela reportagem, a falta de cultura de manutenção e de planejamento e um sistema político que facilita os desmandos e os malfeitos se transformaram em barreiras que impedem que tanto dinheiro arrecadado seja revertido em benefícios à sociedade.


Estamos vendo a situação de uma maneira macro, pensando nas finanças do Brasil como um todo. Mas será que essa realidade pode ser transportada para o nosso dia a dia, para a vida financeira das pessoas comuns?


Você já pensou nas pequenas “corrupções” que um orçamento doméstico desestabilizado e descontrolado sofre? São tantos desvios de recursos que é quase impossível não fechar o mês com o saldo no vermelho. E, reforçando a frase do economista consultado pelo jornal, “os desmandos e os malfeitos se transformaram em barreiras que impedem que tanto dinheiro arrecadado seja revertido em benefícios”.


Na reportagem, os especialistas consultados foram unânimes em um ponto: se todos os recursos desperdiçados fossem devidamente aproveitados, o país trocaria a cadeira de emergente por uma de desenvolvido. O PIB potencial, que é a taxa de crescimento possível sem gerar inflação e desequilíbrios, seria bem maior que os 2% ou 2,5% atuais. A população poderia ser beneficiada verdadeiramente com serviços públicos e privados eficientes.


Trazendo o exemplo para o nosso dia-a-dia: e na sua casa, o que aconteceria se todos os recursos financeiros fossem empregados de forma equilibrada, consciente, sem desperdícios? Com certeza, você conseguiria fazer o dinheiro render mais e, com isso, ter uma vida financeiramente mais estável – e até, quem sabe, comprar bens de valor mais elevado ou investir em um curso que lhe ajudará a melhorar o seu salário. Dessa forma, ficaria muito mais fácil trocar o patamar de “emergente” por um mais “desenvolvido”

sábado, 18 de março de 2017

Controlar ou cuidar?



        Você controla ou cuida do seu dinheiro? Se você pensou em qual a diferença entre controlar ou cuidar, talvez seja bastante bom ler estetexto! Saiba que as duas expressões podem ser utilizadas  para indicara ação direcionada às suas finanças com a finalidade de mantê-las em equilíbrio e, se possível, com o saldo positivo e também gerando rendimentos. Certo!?
        A questão é que quando você se refere a essa ação e fala que está controlando seu dinheiro, seus gastos, suas economias, você está enviando uma mensagem negativa. No dicionário controlar significa:manter algo ou alguém sob domínio ou vigilância, submeter a controle*. Ou seja, ao dizer que controla seu dinheiro você passa para si mesmo essa ideia de dominação, de submissão.
        E o que você precisa dominar e controlar? Tudo aquilo que está fora de controle, de equilíbrio. Assim, ao dizer que controla seu dinheiro, você, implicitamente, também passa a ideia inicial de que ele está fora de controle, desequilibrado, pois aquilo que está bem, tranquilo e harmônico, por princípio, não precisa ser controlado.
        Além disso, a palavra controle é derivada da palavra medieval contrarotulus, que, por sua vez, é a soma de contra, contrário, e de rotulus, diminutivo de rota, caminho. Quer dizer, o controle é o caminho contrário. Uma expressão comum na língua portuguesa e que traduz bem esse significado é nadar contra a maré!!! E quem é que quer fazer isso quando o assunto é o próprio dinheiro?
        A palavra cuidar, por sua vez, vem do latim cogitare, que significa pensar. Ou seja, quando você diz que está cuidando do seu dinheiro, diz que está pensando nele, elaborando a respeito dele, colocando sua atenção nele. Bem melhor do que pensar que está indo ao caminho contrário dele, não é? Basta refletir: você preferiria ser cuidado ou controlado?
       Muita gente pode pensar que esses são detalhes que não fazem diferença. A neurolinguística que é a ciência que estuda como a linguagem estrutura os processos neurais do entendimento humano e como esses processos interferem na vida - moldando até mesmo o cérebro - coloca que as palavras fazem toda a diferença, já que elas traduzem conceitos por meio dos quais as pessoas interpretam e compreendem a realidade. Essa compreensão da realidade traduz o modo como vêem e interagem com o mundo, com as pessoas, com o trabalho, etc.
       E você, como quer estabelecer a sua relação com suas finanças daqui para a frente? Tratá-las como um tema sobre o qual é necessário exercer controle ou de que se deseja cuidar? Pense bem no significado de ambas as expressões e faça uma análise. Pode ser que você mude o seu modo de interagir e de compreender suas finanças, trazendo mais equilíbrio e prosperidade para sua vida.



sexta-feira, 17 de março de 2017

Pense no futuro das crianças


A garantia de um futuro financeiro pode ser um dos melhores presentes para o Dia das Crianças. No lugar de carrinhos e jogos de videogame, planos de previdência. Em vez de uma boneca, a primeira aplicação na poupança. A meta é que o Dia das Crianças seja a oportunidade perfeita para os pais darem o primeiro passo para garantir a realização dos sonhos dos filhos na vida adulta, em vez de apenas satisfazer um desejo infantil.

Um cálculo que impressiona muitas pessoas é o que apresenta o resultado de pequenas quantias acumuladas ao longo dos anos, que somam grandes montantes no longo prazo. Por exemplo, uma pessoa que deposita R$ 50,00 mensalmente para o filho, ao longo de 20 anos terá acumulado mais de R$ 165.000,00 para uma aplicação que rende 0.5% ao mês. Quem se dispõe a depositar um pouco mais pode se dar ao luxo de patrocinar uma faculdade no exterior para o filho ou ajudá-lo a montar um consultório ou realizar outros sonhos.

Optar entre planos de previdência, caderneta de poupança ou ações, no entanto, depende do perfil do pai e de alguns cálculos indispensáveis. De acordo com o educador financeiro Mauro Calil, uma boa opção, visando o longo prazo - ou seja, para resgate a partir dos 18 anos – são as ações.

Para pais mais conservadores, que optarem pelos planos de previdência, o educador sugere pesquisar bem. Os motivos são dois: a grande quantidade de planos oferecidos no mercado e as taxas cobradas nesse tipo de investimento. Na caderneta de poupança não há muito segredo. Basta investir regularmente um valor e, na hora do resgate, ter atenção à data de aniversário da poupança, para não perder a rentabilidade daquele mês.
Um dos planos de previdência que se encaixa perfeitamente na demanda de planejamento financeiro de médio ou longo prazo para os filhos é o ANAPARprev. Não é preciso ter um orçamento muito alto para começar e ele está à disposição de parentes (até 3º grau) dos participantes de fundos de pensão. Pode-se iniciar no ANAPARprev com contribuições mensais a partir de R$ 67,00 (em outubro de 2012).
Saiba mais sobre o ANAPARprev aqui.



quinta-feira, 16 de março de 2017

Quando a esmola é demais o santo desconfia...


Desde a eventual emergência de “negócios da China” como Avestruz Master e Telexfree até a crescente oferta de investimentos igualmente irregulares, porém menos evidentes, como alguns fundos de investimento, muitos brasileiros são levados a confiar suas economias em oportunidades com riscos que não compensam o retorno esperado. Ao aplicarem em investimentos não regularizados junto à Comissão de Valores Mobiliários (autarquia responsável por disciplinar, normatizar e fiscalizar o mercado mobiliário), esses investidores ficam desamparados quando o negócio dá errado.
O que a CVM pode fazer, entretanto, é educar e prevenir. Para isso, ela criou o Boletim de Proteção do Consumidor/Investidor. Disponível gratuitamente no site da autarquia (link ao final), o documento de cinco páginas aborda o assunto de forma simples, ensinando o consumidor a identificar e denunciar oportunidades que pareçam boas demais para ser verdade.
Entre as características mais comuns dos investimentos irregulares, a cartilha menciona rentabilidades atraentes e pouco detalhamento dos riscos. Igualmente característicos são os indícios de que o negócio está começando a desandar: começam com atrasos nos pagamentos e dificuldade de contato com os responsáveis e culminam no reconhecimento da dívida e perda dos recursos aplicados.
Para evitar ser vítima desses investimentos, a receita é simples:
1. investigue antes de investir;
2. verifique sempre o ofertante/intermediário;
3. entenda os riscos e as características do investimento;
4. proteja suas informações e acompanhe suas operações;
5. utilize os meios de defesa postos à disposição do investidor.
Baixe agora a cartilha aqui. Eduque-se, informe-se e torne-se, em poucos minutos, um investidor mais atencioso.



quarta-feira, 15 de março de 2017

Tv a Cabo


Atingindo mais de 12 milhões de domicílios e 40 milhões de brasileiros, a TV paga é praticamente onipresente nos lares de média e alta renda da nação. Apesar da nossa TV aberta ser referência mundial de qualidade, um em cada cinco brasileiros ainda prefere complementar seu entretenimento passivo com um pacote de canais fechados.
Mas será que ter uma assinatura de TV é mesmo uma boa escolha? Com a internet saindo dos computadores e invadindo todos os eletroeletrônicos de nossa casa, acessar canais e programas diferenciados está mais fácil e barato do que nunca. Graças a seus baixos custos de manutenção, locadoras virtuais como Netflix e Netmovies costumam cobrar valores que os concorrentes tradicionais não conseguem bater. Uma rápida busca é suficiente para encontrar a página oficial de seu canal aberto ou fechado favorito que, não raro, disponibiliza um link para a transmissão ao vivo ou acesso ao conteúdo gravado.
Por exemplo, a Record transmitiu os jogos olímpicos de Londres pela internet, de graça, possibilitando inclusive ao usuário escolher entre diversas modalidades que porventura estivessem ocorrendo simultaneamente. A emissora Fox lançou em 2009 o canal Mundo Fox, onde é possível assistir a uma quantidade estonteante de programas dos canais do grupo americano.
Sim, os mesmos programas que você paga para assistir estão disponíveis legal e gratuitamente na internet, com qualidade cada vez melhor. Para ter acesso a toda essa maravilha, basta um bom computador e uma conexão de internet de banda larga, já presente na maioria dos domicílios que possuem TV fechada. E para quem tem telefone fixo só porque "veio no combo", eis mais um motivo para cancelar o trio telefone + TV + internet e ficar só com o último serviço. Individualmente, a internet fica mais cara do que dentro do combo, mas ainda assim sai mais barato pagar só internet do que os três serviços combinados.
Cortar a TV paga da sua vida traz mais do que benefícios financeiros.  Após apenas um mês sem TV a cabo, o jornalista Aaron Crowe do blog WiseBread (em inglês) adorou o fato de que passa menos tempo zapeando por canais e que agora paga somente pelo que realmente quer assistir, além de ter mais tempo livre. "Se não sabemos de antemão o que vamos assistir, acabamos não ligando a TV".
Casados há dois anos e sem TV paga, os brasilienses Waldir Leôncio e Denise Costa não sentem falta da assinatura. "Quando queremos descansar ou assistir a um determinado programa que nos interesse, acessamos a internet pela TV que está ligada ao computador", diz o planejador financeiro. "Dependendo do site, assistimos a um canal com qualidade superior ao da TV a cabo", completa a estudante. Como bônus, o casal conta que não ser constantemente bombardeado com propagandas os deixa com menos vontade de consumir, o que aumenta a satisfação trazida pelo que já têm.



terça-feira, 14 de março de 2017

Quando a esmoa é demais o santo desconfia...


Desde a eventual emergência de “negócios da China” como Avestruz Master e Telexfree até a crescente oferta de investimentos igualmente irregulares, porém menos evidentes, como alguns fundos de investimento, muitos brasileiros são levados a confiar suas economias em oportunidades com riscos que não compensam o retorno esperado. Ao aplicarem em investimentos não regularizados junto à Comissão de Valores Mobiliários (autarquia responsável por disciplinar, normatizar e fiscalizar o mercado mobiliário), esses investidores ficam desamparados quando o negócio dá errado.
O que a CVM pode fazer, entretanto, é educar e prevenir. Para isso, ela criou o Boletim de Proteção do Consumidor/Investidor. Disponível gratuitamente no site da autarquia, o documento de cinco páginas aborda o assunto de forma simples, ensinando o consumidor a identificar e denunciar oportunidades que pareçam boas demais para ser verdade.
Entre as características mais comuns dos investimentos irregulares, a cartilha menciona rentabilidades atraentes e pouco detalhamento dos riscos. Igualmente característicos são os indícios de que o negócio está começando a desandar: começam com atrasos nos pagamentos e dificuldade de contato com os responsáveis e culminam no reconhecimento da dívida e perda dos recursos aplicados.
Para evitar ser vítima desses investimentos, a receita é simples:
1. investigue antes de investir;
2. verifique sempre o ofertante/intermediário;
3. entenda os riscos e as características do investimento;
4. proteja suas informações e acompanhe suas operações;
5. utilize os meios de defesa postos à disposição do investidor.




segunda-feira, 13 de março de 2017

História da Previdencia no Brasil

A Seguridade Social ou Previdência Social é um sistema que proporciona ao indivíduo o direito de receber uma renda após sua inatividade econômica. No Brasil, este fluxo futuro de renda está condicionado ao fato de que ele tenha contribuído, ao longo de sua vida, para a manutenção do sistema de repartição. O Estado, por meio de um conjunto de medidas, controla a Seguridade Social, fazendo com que o cidadão tenha segurança e tranquilidade.

A Previdência Social no Brasil possui mais de 100 anos de história. A primeira legislação pertinente ao tema é datada de 1888, quando foi regulamentado o direito à aposentadoria para empregados dos Correios. Porém, o fato considerado como ponto de partida da Previdência Social propriamente dita, no País, é a Lei Elói Chaves (Decreto n° 4.682), de 1923. Ela criou a Caixa de Aposentadoria e Pensões para empregados de empresas ferroviárias, estabelecendo assistência médica, aposentadoria e pensões, válidas, inclusive, para seus familiares. Em três anos, a lei foi estendida para trabalhadores de empresas portuárias e marítimas.

Confira as principais mudanças previdenciárias ao longo da nossa história:
• Na década de 30, através da promulgação de diversas normas, os benefícios sociais foram sendo implementados para a maioria das categorias de trabalhadores dos setores público e privado. Foram criados, também, seis institutos de previdência, responsáveis pela gestão e execução da seguridade social brasileira. A constituição de 1934 foi a primeira a estabelecer o custeio tríplice da Previdência Social, com a participação do Estado, dos empregadores e dos empregados.  
• Em 1960, foi criada a Lei Orgânica de Previdência Social, unificando a legislação referente aos institutos de aposentadorias e pensões. A esta altura, a Previdência Social já beneficiava todos os trabalhadores urbanos. Os trabalhadores rurais passariam a ser contemplados em 1963.

• Em 1966, com a alteração de dispositivos da Lei Orgânica da Previdência Social, foram criados: o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS, uma indenização para o trabalhador demitido que também pode ser usada para quem quiser comprar sua casa própria, e o Instituto Nacional de Previdência Social - INPS (atualmente a sigla é INSS), que reuniu os seis institutos de aposentadorias e pensões existentes.
• Em 1974, foi criado o Ministério da Previdência e Assistência Social. Até então, o tema ficava sob o comando do Ministério do Trabalho e Emprego que, na época, era chamado de Ministério do Trabalho e Previdência Social.

• A extensão dos benefícios da previdência a todos os trabalhadores se dá com a Constituição de 1988, que passou a garantir renda mensal vitalícia a idosos e portadores de deficiência, desde que comprovada a baixa renda e que tenham qualidade de segurado.
• Em 1990, o INPS mudou de nome, passando a ser chamado de INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social.
• Em dezembro de 1998, o governo mudou as regras da previdência através da Emenda Constitucional 20, passando a exigir uma idade mínima para a aposentadoria, que, no caso das mulheres, é de 55 anos e do homem, 60 anos. Anteriormente, a aposentadoria valia para quem contribuísse por 25 a 30 anos, no caso das mulheres, e 30 a 35 anos, no caso dos homens, sem limite mínimo de idade.  Além disso, a aposentadoria passou a ser por anos de contribuição e não por anos de serviço. Com isto, faz-se uma ligação entre contribuições e benefícios e, portanto, o indivíduo só vai se aposentar quando comprovar o tempo mínimo de contribuição que a nova reforma estipulou. Outra mudança importante foi a criação de critérios atuariais para a base de cálculo da contribuição, o que é uma tentativa de condicionar o benefício à contribuição.
• No lado dos servidores públicos federais, a Lei 12.618/2012, sancionada em abril, criou a Fundação de Previdência
Complementar do Servidor Público (Funpresp) extinguiu a aposentadoria com salário integral. A União passou a contribuir de forma paritária, o que significa que se o servidor pagar um percentual de 5%, a União depositará a mesma quantia no plano dele. Com isso, o servidor interessado em receber acima do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terá de pagar uma contribuição à parte, aderindo a um fundo de pensão privado. 
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domingo, 12 de março de 2017

Pequenos lanches grandes despesas



Quem viaja para Paris e vê grupos de jovens e casais fazendo piquenique em belos parques, em frente à Torre Eiffel, ou mesmo em praças públicas, acha a situação romântica. Mas, além do romantismo, há uma questão básica por trás deste hábito: custa caro comer na Europa. Portanto, nada melhor do que aproveitar o belo visual para fazer um lanche barato.

Você já experimentou somar o quanto gasta com pequenos lanches em restaurantes durante as suas viagens de férias? Melhor não, ou vai se assustar. Principalmente se a família for grande e com crianças. Aline Rodrigues, autora do blog Passaporte na mão, fez uma lista com dicas preciosas para não estourar o orçamento, nem passar fome durante suas viagens de férias!

“Definir como serão feitas as refeições é ideal para calcular o gasto da viagem. Claro que isso vai depender muito do tipo de estadia que você escolher: 
• Se for ficar em casa de amigo/parente ou alugar um imóvel, faça praticamente todas as refeições na casa. Vá ao supermercado e compre itens de café, almoço, jantar e lanches.

• Se ficar em um quarto de hotel ou pousada com frigobar e armário, compre algumas coisinhas para deixar lá: refrierante, sucos, salgadinhos, pão, frios… Assim você economiza na hora do lanche. Deixe bem guardadinho para o hotel não achar que você está de má fé! É bom até perguntar na recepção se é permitido esse tipo de coisa.

• A maioria dos chalés possuem fogão e geladeira. Verifique isso e, se houver, ótimo! Faça um supermercado e prepare suas refeições.

• Quase todas as opções de estadia oferecem café da manhã. Um gasto a menos no orçamento.

No caso de fazer as refeições em restaurantes e lanchonetes, pesquise bem os preços da cidade. Informe-se sobre os preços mais altos e mais baixos da região e escolha um ou outro lugar para provar a gastronomia local, que geralmente é mais cara”,




sábado, 11 de março de 2017

Tudo na ponta do lapis


Chegar ao fim do mês e se assustar com a conta do cartão de crédito, ou com o saldo negativo na conta corrente não é fácil, mas isso tem solução.
Para evitar surpresas desagradáveis a dica é anotar todos os gastos. Se você é adepto dos bloquinhos, separe um em especial para seu planejamento financeiro e anote tudo, desde o lanche na padaria, o almoço, uma pequena compra, até o pagamento de boletos ou do condomínio.
Para as pessoas que dispensam o uso dos cadernos e não vivem sem computador ou smartphone, algumas ferramentas podem ajudar nesse processo. No site Meu Bolso em Dia , criado pela Febraban, é possível baixar gratuitamente a ferramenta Jimbo, um software para controle de finanças pessoais ou orçamento familiar, que auxilia a lembrar datas de pagamentos e organizar contas. Assim, com tudo na ponta do lápis ou até mesmo no computador, fica mais fácil ajustar o orçamento e decidir poupar mês a mês.
Outra dica é aproveitar para registrar também as compras que não foram feitas. Como assim? Sempre que se evitar uma compra por impulso, é válido anotar os valores desses produtos para ter ideia da economia no fim do mês. Nesse caso, em vez de comprar o produto imediatamente, decida não levá-lo no mesmo dia para passar uns dias refletindo se aquela compra é, de fato, necessária. Quem tem dívidas, deve primeiro saldar seus compromissos para, somente depois, pensar no consumo pessoal. Ao registrar todas as despesas fica fácil saber quando o limite está sendo extrapolado. Comece hoje!
 vidamilionaria



sexta-feira, 10 de março de 2017

Ensinando o valor do dinheiro



Em 2010, o governo federal iniciou um projeto piloto em algumas instituições de ensino brasileiras: o programa “Educação Financeira nas Escolas”, parte da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF). A ideia é dar ferramentas ao cidadão para que ele se proteja dos perigos da má administração de recursos pessoais. Após dois anos de trabalho, o governo concluiu que a educação financeira é transformadora para a vida dos alunos e de suas famílias. Isso motivou a inclusão da disciplina nos currículos das escolas públicas estaduais e municipais.

A análise desse resultado foi feita acompanhando escolas com e sem iniciativas de educação financeira. Em metade das escolas, foram introduzidas situações didáticas sobre o tema nas disciplinas que já faziam parte do currículo, com participação não obrigatória. Também foram organizados workshops e atividades com os pais dos alunos envolvidos. Na outra metade, houve um acompanhamento dos alunos que não tiveram nenhuma orientação específica sobre educação financeira, um grupo "controle". Para medir a evolução dos alunos, foi criado um teste para avaliar a capacidade deles de programar suas finanças, calcular juros e outras competências. A pesquisa concluiu que, no grupo que foi orientado, os conhecimentos financeiros tiveram um aumento de 24%, enquanto o grupo de controle teve uma melhora de 16%.

Considerando que os dados apresentados fizeram parte de um projeto-piloto realizado em escolas públicas, o site Sempre Ativo decidiu acompanhar o trabalho realizado em 2012 em uma escola particular de Brasília.  No caso, essa escola optou por um caminho interessante: antes de levarem o tema aos alunos, todos os professores passaram por uma consultoria financeira. A metodologia foi elogiada por todos, pois muitos professores reconheceram que precisavam melhorar seu comportamento em relação ao dinheiro. Além disso, durante o primeiro semestre de 2012, os docentes assistiram palestras e participaram de oficinas especiais, para entenderem melhor as atividades que seriam aplicadas com os alunos, a partir do material didático que seria trabalhado. Por fim, no segundo semestre, muitos experimentaram essas atividades em sala, inclusive com crianças a partir de cinco anos. O resultado tem sido melhor que o esperado e, no próximo ano, as atividades serão implementadas em turmas de alunos do pré-escolar ao nono ano.

Implementar o ensino de uma metodologia nova exige empenho por parte da escola, ainda mais quando o objetivo é beneficiar também os professores e a família do aluno. Foi o que fez o Colégio de Orientação e Estudos Integrados (Coesi), de Aracaju. O colégio adotou material didático de educação financeira nos ciclos de Educação Infantil e Ensino Fundamental e, segundo Carla Eugênia Nunes Brito, diretora pedagógica, a aceitação dos pais foi imediata. “Os pais entenderam a proposta da escola de formar jovens com saúde financeira. E os alunos adoraram as aulas porque são bastante estimulantes. A princípio, as aulas eram quinzenais, mas devido ao sucesso da metodologia, tivemos que adaptar o conteúdo para as aulas serem semanais”, diz Carla.

Todos esses exemplos são apenas o começo de uma mudança que pretende dar frutos significativos ao longo dos anos, ao formar uma nova geração mais consciente quanto ao uso do dinheiro.

 vidamilionaria

Vivendo com apenas R$15 por mês



Parece impossível? Pois um casal inglês está conseguindo viver gastando apenas R$15 por mês. Detalhe: sem miséria.







Eles têm uma bela horta, de onde tiram os alimentos. O dinheiro é apenas para pagar a eletricidade e o aquecimento. Yvonne e Steven Lucas vivem em Basingstoke, Hampshire, na Inglaterra, e desde que Steven foi despedido do emprego como engenheiro eletrônico, em 2010, a vida do casal com dois filhos teve uma reviravolta, como conta o site Hypeness.


Apaixonados por jardinagem, sempre foram adeptos de estilos de vida sustentáveis. Ainda em 1992, o casal já tinha instalado painéis solares em casa. Após o desemprego, aumentaram a produção de alimentos e passaram a coletar água da chuva para a cozinha e banheiro. Com o tempo, eles investiram ainda mais na própria subsistência. “Aproveitando as cortesias da natureza, eles passaram a plantar alimentos em seu terreno de seis hectares em Basingstoke, onde ainda incluem um galinheiro e várias colmeias. Eles contam, ainda, com duas estufas para produção de legumes, ervas e flores, além de 15 árvores. O cultivo atinge níveis bem altos e o excesso é aproveitado para fazer geleias e compotas. Assim o casal vive de forma ecológica e atinge um valor de despesa mensal quase impensável na Inglaterra”, conta o portal.


Eles usaram a adversidade e as dificuldades para repensar o modelo de vida que estavam levando. Uma ótima forma de transformar algo, que parece negativo, em positivo.


Nos últimos anos, muitas pessoas estão fazendo esse retorno à vida simples, fugindo do consumismo desenfreado. E estão provando que sim, é possível viver com bem menos do que a sociedade nos impõe como fundamental.


A fuga da sociedade de consumo sempre traz a lembrança do afamado escritor Henry Thoreau, que realizou uma experiência parecida com a do casal inglês: viveu por dois anos numa floresta e registrou sua experiência no livro Walden, a vida no bosque.


Publicado em 1854, Walden é uma leitura imperdível e um manifesto poético contra a civilização industrial, que então ganhava força nos Estados Unidos. Thoreau, insatisfeito com o modo de vida na sociedade e procurando eliminar o desperdício e a ilusão deste, propõe o retorno ao simples, em divergência com a intensificação da complexidade da vida social, derivada do crescimento exponencial da industrialização e urbanização. Ele se retira para a floresta, onde constrói os móveis e a própria casa, local onde começa a viver apenas com o mínimo necessário à sobrevivência e em intenso contato com a natureza. O propósito era obter uma maior compreensão da sociedade e descobrir as verdadeiras necessidades essenciais da vida. Através da sua própria experiência, Thoreau tanto pôde confirmar que uma vida simples e humilde é viável em termos financeiros, como também descobrir uma nova visão quase mística do Homem: em pleno contato com a natureza e com os livros.


O que todas essas pessoas provam é que viver com menos não significa viver na pobreza. Viver com menos é estar disposto a abrir mão do excesso de bens de consumo. É reduzir o estilo de vida ao essencial, mas ao essencial para a vida.





quinta-feira, 9 de março de 2017

Quanto mais se ganha mais se gasta!


Quem nunca ouviu falar a máxima de que “quanto mais se ganha, mais se gasta”?






Essa frase é a mais pura verdade: não importa qual é o salário da pessoa, mas como ela gasta. Se for esbanjadora, não adianta ganhar rios de dinheiro que não conseguirá aproveitar nada bem e estará sempre no vermelho.

Esse raciocínio nos faz pensar também nas pessoas que ganham pouco, mas conseguem fazer muito sem passar por privações. Como isso é possível? É elementar, meu caro! Com a criatividade!

Ser criativo significa fazer o mesmo, mas de forma diferente. Entrando no mundo do consumo, seria conseguir “ter” o objeto pretendido com um menor impacto financeiro. Mas como? Qual é o “pulo do gato”? Seja criativo! Se está na moda ter sapatos bordados, aprenda e faça você mesmo! Ao invés de sair para a balada com os amigos, faça uma festa em casa!

A criatividade permite até ajudar quem já esta com problemas financeiros. Você não precisa abrir mão de todas as coisas supérfluas que gosta para conseguir sair da crise. Bastar procurar novas formas de obter o mesmo prazer gastando menos. Gosta de ver filmes no cinema? Chame os amigos e faça uma sessão na casa de um deles. Gosta de comidas diferentes? Pesquise receitas na internet e teste os seus dotes culinários. Tem que dar presente para alguém querido? Faça algo em casa, pode ser uma caixa com biscoitos caseiros, ou uma fotografia personalizada. O segredo, afinal, é procurar ser sempre criativo.



















Quanto voce paga de juros?


Imagine um Brasil com juros de 4% ao ano em vez dos atuais 4% ao mês. Certamente passaríamos a consumir mais, o que parece bom até vermos quão explosiva a combinação de crédito fácil e consumo imprudente pode ser. Nos Estados Unidos, essa combinação criou o estilo de vida custeado com dívidas, e o resultado foi o endividamento excessivo da sociedade e a aceleração da inflação. Quando a festa acabou (o que é de se esperar, faz parte do ciclo econômico), muita gente faliu.
Ainda não chegamos a esse ponto, mas o fato de o brasileiro achar pouco pagar R$4, de juros em uma dívida de cem reais já preocupa (note que isso é mais do que você conseguiria aplicando R$100 na poupança durante 6 meses). Precisamos aprender a planejar nosso consumo para que a inércia não nos leve ao descontrole quando os juros no Brasil chegarem a patamares mais civilizados.
Em sua próxima compra parcelada, experimente fazer os juros trabalharem para você. Em vez de pagar juros no parcelamento, poupe o equivalente à parcela até ter o dinheiro para comprar o produto à vista. Esses meses de poupança lhe permitirão fazer uma pesquisa de preços com calma e negociar prazos e descontos para pagamentos à vista ou em dinheiro. Aproveite também para avaliar se essa compra é impulsiva ou se o produto realmente merece um lugar em sua vida. Caso acabe comprando antes de ter o total poupado, o esforço de poupança não terá sido em vão: o total guardado poderá ser usado como entrada ou para abater algumas parcelas.



terça-feira, 7 de março de 2017

Conheça a Lei de Pareto

O principio de Pareto é também conhecido como a regra do 80-20, distribuição A-B-C, lei dos poucos vitais ou principio de escassez do fator.
Recebe um de seus nomes em homenagem a Vilfredo Pareto, quem o enuncia pela primeira vez.

Pareto estudou a propriedade da terra na Itália e o que ele descobriu foi que 20% dos proprietários possuíam 80% das terras, enquanto os restantes 20% das terras pertencia ao 80% da população restante. Estes números são arbitrários; eles não são exatos e podem variar. Sua aplicação encontra-se na descrição de um fenômeno e, como tal, é aproximado e adaptável a cada caso particular. O principio de Pareto tem sido aplicado com sucesso para os campos da política e a economia. Se descreveu como uma população em que cerca de 20% ostentava de 80% do poder político e riqueza econômica enquanto os outros 80% da população, o que Pareto chamou de "as massas", foi distribuído os restantes 20% da riqueza e tinha pouca influência política.


Vamos falar de como aplicar o 80-20 na sua vida
Para aplicar a regra 80-20 na sua vida:
  • De todos os meus problemas, quais são os 20% que me causam 80% do estresse?
  • Quais são os 20% de tarefas chatas que consomem 80% do meu tempo?
  • Quais são os 20% dos meus relacionamentos que me causam 80% de frustração?


Procure fazer o máximo possível para eliminar esses problemas.


Sobrou alguma tarefa realmente imprescindível? Veja como você pode fazer para delegá-la para outra pessoa.


Em seguida, concentre-se no positivo, por exemplo:
  • No que eu passo 20% do meu dia, mas me dá 80% do prazer?
  • O que eu faço no trabalho 20% do tempo, mas gera 80% dos resultados?
E busque formas de investir ainda mais tempo e atenção no que rende mais.


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segunda-feira, 6 de março de 2017

Veja aqui o link para todos os livros da série






Clique na imagem de cada livro para comprar:

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https://www.amazon.com.br/Voc%C3%AA-pode-ter-vida-milion%C3%A1ria-ebook/dp/B06VXBXH6J/ref=sr_1_6?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1488841199&sr=1-6 

https://www.amazon.com.br/Voc%C3%AA-pode-ter-vida-milion%C3%A1ria-ebook/dp/B06WVG91MP/ref=sr_1_5?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1488841199&sr=1-5

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