domingo, 19 de março de 2017

Você já pensou nas pequenas “corrupções” que um orçamento doméstico desestabilizado e descontrolado sofre?



Você já pensou nas pequenas “corrupções” que um orçamento doméstico desestabilizado e descontrolado sofre?





Uma reportagem do jornal Correio Braziliense mostra que o custo da incompetência e da corrupção chegam a R$ 1 trilhão por ano no Brasil, o que equivale ao PIB da Argentina. Em outras palavras, de cada R$100, quase R$25 são drenados pela ineficiência, informalidade, gestão atrapalhada ou má-fé. De acordo com o economista Paulo Rabello de Castro, consultado pela reportagem, a falta de cultura de manutenção e de planejamento e um sistema político que facilita os desmandos e os malfeitos se transformaram em barreiras que impedem que tanto dinheiro arrecadado seja revertido em benefícios à sociedade.


Estamos vendo a situação de uma maneira macro, pensando nas finanças do Brasil como um todo. Mas será que essa realidade pode ser transportada para o nosso dia a dia, para a vida financeira das pessoas comuns?


Você já pensou nas pequenas “corrupções” que um orçamento doméstico desestabilizado e descontrolado sofre? São tantos desvios de recursos que é quase impossível não fechar o mês com o saldo no vermelho. E, reforçando a frase do economista consultado pelo jornal, “os desmandos e os malfeitos se transformaram em barreiras que impedem que tanto dinheiro arrecadado seja revertido em benefícios”.


Na reportagem, os especialistas consultados foram unânimes em um ponto: se todos os recursos desperdiçados fossem devidamente aproveitados, o país trocaria a cadeira de emergente por uma de desenvolvido. O PIB potencial, que é a taxa de crescimento possível sem gerar inflação e desequilíbrios, seria bem maior que os 2% ou 2,5% atuais. A população poderia ser beneficiada verdadeiramente com serviços públicos e privados eficientes.


Trazendo o exemplo para o nosso dia-a-dia: e na sua casa, o que aconteceria se todos os recursos financeiros fossem empregados de forma equilibrada, consciente, sem desperdícios? Com certeza, você conseguiria fazer o dinheiro render mais e, com isso, ter uma vida financeiramente mais estável – e até, quem sabe, comprar bens de valor mais elevado ou investir em um curso que lhe ajudará a melhorar o seu salário. Dessa forma, ficaria muito mais fácil trocar o patamar de “emergente” por um mais “desenvolvido”