sábado, 11 de janeiro de 2014

IPVA à vista ou parcelado?

Começo de ano lembra festa de réveillon, confraternização, novas metas e, sem dúvida, impostos a pagar. É nos primeiros meses do ano que vencem as parcelas do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Com a chegada dos boletos em casa, vem a dúvida: vale a pena pagar à vista ou parcelar?
O raciocínio básico é apenas um: quem tem o dinheiro necessário para pagar à vista deve verificar se o desconto é maior ou menor do que o rendimento de onde o seu dinheiro está aplicado. Se o desconto for maior do que o rendimento, é melhor pagar à vista. Se for menor, compensa fazer o pagamento parcelado. Porém, com uma ressalva: é preciso observar os gastos futuros e analisar se o dinheiro não vai fazer falta mais para frente. Neste caso, pode ser mais interessante pagar parcelado. É melhor perder o desconto do que gastar sua reserva financeira e correr o risco de ter que tomar crédito caro em uma eventualidade.
Quando o dinheiro não é suficiente para que todos os impostos sejam pagos à vista, a família deve escolher para pagar à vista o imposto que tiver o maior desconto. O restante deve ser pago parcelado.
Quem não tem todo o dinheiro do imposto deve parcelar os pagamentos, para evitar começar o ano fazendo novas dívidas. Em nenhuma hipótese vale a pena pegar empréstimo para pagar os impostos de começo de ano. As taxas de juros, por menores que sejam, não compensam o valor do desconto.



aplicativos

Quem conhece a importância do planejamento financeiro sabe que não existe hora nem lugar para controlar as finanças. Para facilitar essa tarefa, é possível fazer uso de aplicativos gratuitos para tablets e celulares que podem auxiliar no controle dos gastos do dia a dia. A servidora pública Diana Sá, 50 anos, conta que possui em seu celular três aplicativos diferentes, cada um com uma função específica. “Essas ferramentas me ajudam de forma efetiva e confiável a controlar os gastos diários”, diz.
Conheça alguns aplicativos gratuitos que ajudam na gestão do orçamento:
- Sr.Dinheiro : A  startup brasileira oferece um serviço de controle de gastos pessoais online de forma simples e gratuita. O site possui uma política de segurança rigorosa o que garante o máximo de sigilo nos dados informados pelo usuário. O diferencial deste serviço é a possibilidade de utilizar uma extensão para o Google Chrome ou fazer uso de uma versão exclusiva para dispositivos móveis. Assim, o usuário pode controlar seus gastos em tempo real enquanto come um lanche ou realiza um pagamento. Clique aqui para acessar a versão para Android
- Aplicativo gratuito Minhas Economias: com os aplicativos de controle financeiro do Minhas Economias para iPhone e Android, o usuário pode controlar os gastos de qualquer lugar. Para realizar os lançamentos não é preciso estar conectado à internet. Você pode registrar todas as suas transações off-line e quando tiver acesso à internet, fazer a sincronização com a sua conta no site do Minhas Economias. Clique aquipara acessar a versão para Android ou aqui para acessar a versão para iOS


aplicativos

Quem conhece a importância do planejamento financeiro sabe que não existe hora nem lugar para controlar as finanças. Para facilitar essa tarefa, é possível fazer uso de aplicativos gratuitos para tablets e celulares que podem auxiliar no controle dos gastos do dia a dia. A servidora pública Diana Sá, 50 anos, conta que possui em seu celular três aplicativos diferentes, cada um com uma função específica. “Essas ferramentas me ajudam de forma efetiva e confiável a controlar os gastos diários”, diz.
Conheça alguns aplicativos gratuitos que ajudam na gestão do orçamento:
- Sr.Dinheiro : A  startup brasileira oferece um serviço de controle de gastos pessoais online de forma simples e gratuita. O site possui uma política de segurança rigorosa o que garante o máximo de sigilo nos dados informados pelo usuário. O diferencial deste serviço é a possibilidade de utilizar uma extensão para o Google Chrome ou fazer uso de uma versão exclusiva para dispositivos móveis. Assim, o usuário pode controlar seus gastos em tempo real enquanto come um lanche ou realiza um pagamento. Clique aqui para acessar a versão para Android
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Quem conhece a importância do planejamento financeiro sabe que não existe hora nem lugar para controlar as finanças. Para facilitar essa tarefa, é possível fazer uso de aplicativos gratuitos para tablets e celulares que podem auxiliar no controle dos gastos do dia a dia. A servidora pública Diana Sá, 50 anos, conta que possui em seu celular três aplicativos diferentes, cada um com uma função específica. “Essas ferramentas me ajudam de forma efetiva e confiável a controlar os gastos diários”, diz.
Conheça alguns aplicativos gratuitos que ajudam na gestão do orçamento:
- Sr.Dinheiro : A  startup brasileira oferece um serviço de controle de gastos pessoais online de forma simples e gratuita. O site possui uma política de segurança rigorosa o que garante o máximo de sigilo nos dados informados pelo usuário. O diferencial deste serviço é a possibilidade de utilizar uma extensão para o Google Chrome ou fazer uso de uma versão exclusiva para dispositivos móveis. Assim, o usuário pode controlar seus gastos em tempo real enquanto come um lanche ou realiza um pagamento. Clique aqui para acessar a versão para Android
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Brasileiro endividado

Uma matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense chamou atenção. Com dados do Banco Central (BC), o jornal demonstrou que mesmo se o décimo terceiro salário fosse usado integralmente para pagar dívidas, não seria suficiente. Os brasileiros chegam ao fim de 2013 devendo, somente aos bancos, um total de pouco mais de R$ 1,2 trilhão, o maior saldo da história, segundo o BC. O montante equivale a oito vezes a quantia que será injetada na economia brasileira com o benefício natalino.
A soma do que os brasileiros devem aos bancos representa, hoje, 25,8% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo a maior proporção já identificada pelo BC. O problema é mais grave porque a dívida dos brasileiros está concentrada na modalidade mais cara: cheque especial e cartão de crédito.  O saldo devedor do cheque especial acumula alta de 20,9% no ano, a maior já registrada. Os débitos com o cartão de crédito na modalidade rotativa, quando se quita apenas o valor mínimo da fatura, cresceram 6,2% nos 10 primeiros meses, mais do que os pagamentos à vista com cartão, onde não incidem juros, com alta de 5,1%.
A agência LeadPix, em parceria com a Cristina Panella Planejamento e Pesquisa, divulgou o trabalho  “A inadimplência dos brasileiros em 2013: situação financeira e percepção do futuro“, mostrando que o problema surge quando se investiga o que as pessoas entendem como endividamento. No levantamento feito em outubro deste ano, 84% dos entrevistados afirmaram que endividamento é gastar mais do que se ganha, enquanto 8% acreditam que o crédito é o que se toma para pagar as dívidas. Somente 7% dos entrevistados consideram crédito e endividamento a mesma coisa.
A maior parte do público, provavelmente pela facilidade de obtenção de crédito representada por esses instrumentos, considera o cartão de crédito e o limite do cheque especial como complementações da renda: 45% dos entrevistados se sentem endividados apenas quando não conseguem pagar o saldo total da fatura, e apenas 7% se sentem endividados quando utilizam o limite do cheque especial, ou, no jargão popular, “entram no vermelho”.  “É tão forte a impressão de que essas formas de crédito são apenas mais um meio de pagamento que 58% dos entrevistados já emprestaram seu nome, ou seja os benefícios de seus cheques ou cartões para alguém”, diz o estudo.
“O brasileiro está experimentando o crédito cada vez mais, porém, não existe uma preocupação de educação financeira , que traria benefícios a curto e a médio prazo. É preciso que haja um esforço do governo, instituições financeiras e da própria população para evitar problemas maiores no próximo ano”, comentou o economista e diretor executivo da LeadPix, Wiliam Kerniski.
De certa forma, o ano de 2013 não foi fácil para os brasileiros. A inflação se manteve persistente e alta. Para piorar, houve uma escalada da taxa básica de juros, que chegou a 10% ao ano, encarecendo o crédito e acelerando o inchaço das dívidas. Resta apenas a expectativa de que 2014 seja um ano melhor para o bolso do consumidor brasileiro.


Brasileiro endividado

Uma matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense chamou atenção. Com dados do Banco Central (BC), o jornal demonstrou que mesmo se o décimo terceiro salário fosse usado integralmente para pagar dívidas, não seria suficiente. Os brasileiros chegam ao fim de 2013 devendo, somente aos bancos, um total de pouco mais de R$ 1,2 trilhão, o maior saldo da história, segundo o BC. O montante equivale a oito vezes a quantia que será injetada na economia brasileira com o benefício natalino.
A soma do que os brasileiros devem aos bancos representa, hoje, 25,8% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo a maior proporção já identificada pelo BC. O problema é mais grave porque a dívida dos brasileiros está concentrada na modalidade mais cara: cheque especial e cartão de crédito.  O saldo devedor do cheque especial acumula alta de 20,9% no ano, a maior já registrada. Os débitos com o cartão de crédito na modalidade rotativa, quando se quita apenas o valor mínimo da fatura, cresceram 6,2% nos 10 primeiros meses, mais do que os pagamentos à vista com cartão, onde não incidem juros, com alta de 5,1%.
A agência LeadPix, em parceria com a Cristina Panella Planejamento e Pesquisa, divulgou o trabalho  “A inadimplência dos brasileiros em 2013: situação financeira e percepção do futuro“, mostrando que o problema surge quando se investiga o que as pessoas entendem como endividamento. No levantamento feito em outubro deste ano, 84% dos entrevistados afirmaram que endividamento é gastar mais do que se ganha, enquanto 8% acreditam que o crédito é o que se toma para pagar as dívidas. Somente 7% dos entrevistados consideram crédito e endividamento a mesma coisa.
A maior parte do público, provavelmente pela facilidade de obtenção de crédito representada por esses instrumentos, considera o cartão de crédito e o limite do cheque especial como complementações da renda: 45% dos entrevistados se sentem endividados apenas quando não conseguem pagar o saldo total da fatura, e apenas 7% se sentem endividados quando utilizam o limite do cheque especial, ou, no jargão popular, “entram no vermelho”.  “É tão forte a impressão de que essas formas de crédito são apenas mais um meio de pagamento que 58% dos entrevistados já emprestaram seu nome, ou seja os benefícios de seus cheques ou cartões para alguém”, diz o estudo.
“O brasileiro está experimentando o crédito cada vez mais, porém, não existe uma preocupação de educação financeira , que traria benefícios a curto e a médio prazo. É preciso que haja um esforço do governo, instituições financeiras e da própria população para evitar problemas maiores no próximo ano”, comentou o economista e diretor executivo da LeadPix, Wiliam Kerniski.
De certa forma, o ano de 2013 não foi fácil para os brasileiros. A inflação se manteve persistente e alta. Para piorar, houve uma escalada da taxa básica de juros, que chegou a 10% ao ano, encarecendo o crédito e acelerando o inchaço das dívidas. Resta apenas a expectativa de que 2014 seja um ano melhor para o bolso do consumidor brasileiro.


Brasileiro endividado

Uma matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense chamou atenção. Com dados do Banco Central (BC), o jornal demonstrou que mesmo se o décimo terceiro salário fosse usado integralmente para pagar dívidas, não seria suficiente. Os brasileiros chegam ao fim de 2013 devendo, somente aos bancos, um total de pouco mais de R$ 1,2 trilhão, o maior saldo da história, segundo o BC. O montante equivale a oito vezes a quantia que será injetada na economia brasileira com o benefício natalino.
A soma do que os brasileiros devem aos bancos representa, hoje, 25,8% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo a maior proporção já identificada pelo BC. O problema é mais grave porque a dívida dos brasileiros está concentrada na modalidade mais cara: cheque especial e cartão de crédito.  O saldo devedor do cheque especial acumula alta de 20,9% no ano, a maior já registrada. Os débitos com o cartão de crédito na modalidade rotativa, quando se quita apenas o valor mínimo da fatura, cresceram 6,2% nos 10 primeiros meses, mais do que os pagamentos à vista com cartão, onde não incidem juros, com alta de 5,1%.
A agência LeadPix, em parceria com a Cristina Panella Planejamento e Pesquisa, divulgou o trabalho  “A inadimplência dos brasileiros em 2013: situação financeira e percepção do futuro“, mostrando que o problema surge quando se investiga o que as pessoas entendem como endividamento. No levantamento feito em outubro deste ano, 84% dos entrevistados afirmaram que endividamento é gastar mais do que se ganha, enquanto 8% acreditam que o crédito é o que se toma para pagar as dívidas. Somente 7% dos entrevistados consideram crédito e endividamento a mesma coisa.
A maior parte do público, provavelmente pela facilidade de obtenção de crédito representada por esses instrumentos, considera o cartão de crédito e o limite do cheque especial como complementações da renda: 45% dos entrevistados se sentem endividados apenas quando não conseguem pagar o saldo total da fatura, e apenas 7% se sentem endividados quando utilizam o limite do cheque especial, ou, no jargão popular, “entram no vermelho”.  “É tão forte a impressão de que essas formas de crédito são apenas mais um meio de pagamento que 58% dos entrevistados já emprestaram seu nome, ou seja os benefícios de seus cheques ou cartões para alguém”, diz o estudo.
“O brasileiro está experimentando o crédito cada vez mais, porém, não existe uma preocupação de educação financeira , que traria benefícios a curto e a médio prazo. É preciso que haja um esforço do governo, instituições financeiras e da própria população para evitar problemas maiores no próximo ano”, comentou o economista e diretor executivo da LeadPix, Wiliam Kerniski.
De certa forma, o ano de 2013 não foi fácil para os brasileiros. A inflação se manteve persistente e alta. Para piorar, houve uma escalada da taxa básica de juros, que chegou a 10% ao ano, encarecendo o crédito e acelerando o inchaço das dívidas. Resta apenas a expectativa de que 2014 seja um ano melhor para o bolso do consumidor brasileiro.


Brasileiro endividado

Uma matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense chamou atenção. Com dados do Banco Central (BC), o jornal demonstrou que mesmo se o décimo terceiro salário fosse usado integralmente para pagar dívidas, não seria suficiente. Os brasileiros chegam ao fim de 2013 devendo, somente aos bancos, um total de pouco mais de R$ 1,2 trilhão, o maior saldo da história, segundo o BC. O montante equivale a oito vezes a quantia que será injetada na economia brasileira com o benefício natalino.
A soma do que os brasileiros devem aos bancos representa, hoje, 25,8% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo a maior proporção já identificada pelo BC. O problema é mais grave porque a dívida dos brasileiros está concentrada na modalidade mais cara: cheque especial e cartão de crédito.  O saldo devedor do cheque especial acumula alta de 20,9% no ano, a maior já registrada. Os débitos com o cartão de crédito na modalidade rotativa, quando se quita apenas o valor mínimo da fatura, cresceram 6,2% nos 10 primeiros meses, mais do que os pagamentos à vista com cartão, onde não incidem juros, com alta de 5,1%.
A agência LeadPix, em parceria com a Cristina Panella Planejamento e Pesquisa, divulgou o trabalho  “A inadimplência dos brasileiros em 2013: situação financeira e percepção do futuro“, mostrando que o problema surge quando se investiga o que as pessoas entendem como endividamento. No levantamento feito em outubro deste ano, 84% dos entrevistados afirmaram que endividamento é gastar mais do que se ganha, enquanto 8% acreditam que o crédito é o que se toma para pagar as dívidas. Somente 7% dos entrevistados consideram crédito e endividamento a mesma coisa.
A maior parte do público, provavelmente pela facilidade de obtenção de crédito representada por esses instrumentos, considera o cartão de crédito e o limite do cheque especial como complementações da renda: 45% dos entrevistados se sentem endividados apenas quando não conseguem pagar o saldo total da fatura, e apenas 7% se sentem endividados quando utilizam o limite do cheque especial, ou, no jargão popular, “entram no vermelho”.  “É tão forte a impressão de que essas formas de crédito são apenas mais um meio de pagamento que 58% dos entrevistados já emprestaram seu nome, ou seja os benefícios de seus cheques ou cartões para alguém”, diz o estudo.
“O brasileiro está experimentando o crédito cada vez mais, porém, não existe uma preocupação de educação financeira , que traria benefícios a curto e a médio prazo. É preciso que haja um esforço do governo, instituições financeiras e da própria população para evitar problemas maiores no próximo ano”, comentou o economista e diretor executivo da LeadPix, Wiliam Kerniski.
De certa forma, o ano de 2013 não foi fácil para os brasileiros. A inflação se manteve persistente e alta. Para piorar, houve uma escalada da taxa básica de juros, que chegou a 10% ao ano, encarecendo o crédito e acelerando o inchaço das dívidas. Resta apenas a expectativa de que 2014 seja um ano melhor para o bolso do consumidor brasileiro.


Brasileiro endividado

Uma matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense chamou atenção. Com dados do Banco Central (BC), o jornal demonstrou que mesmo se o décimo terceiro salário fosse usado integralmente para pagar dívidas, não seria suficiente. Os brasileiros chegam ao fim de 2013 devendo, somente aos bancos, um total de pouco mais de R$ 1,2 trilhão, o maior saldo da história, segundo o BC. O montante equivale a oito vezes a quantia que será injetada na economia brasileira com o benefício natalino.
A soma do que os brasileiros devem aos bancos representa, hoje, 25,8% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo a maior proporção já identificada pelo BC. O problema é mais grave porque a dívida dos brasileiros está concentrada na modalidade mais cara: cheque especial e cartão de crédito.  O saldo devedor do cheque especial acumula alta de 20,9% no ano, a maior já registrada. Os débitos com o cartão de crédito na modalidade rotativa, quando se quita apenas o valor mínimo da fatura, cresceram 6,2% nos 10 primeiros meses, mais do que os pagamentos à vista com cartão, onde não incidem juros, com alta de 5,1%.
A agência LeadPix, em parceria com a Cristina Panella Planejamento e Pesquisa, divulgou o trabalho  “A inadimplência dos brasileiros em 2013: situação financeira e percepção do futuro“, mostrando que o problema surge quando se investiga o que as pessoas entendem como endividamento. No levantamento feito em outubro deste ano, 84% dos entrevistados afirmaram que endividamento é gastar mais do que se ganha, enquanto 8% acreditam que o crédito é o que se toma para pagar as dívidas. Somente 7% dos entrevistados consideram crédito e endividamento a mesma coisa.
A maior parte do público, provavelmente pela facilidade de obtenção de crédito representada por esses instrumentos, considera o cartão de crédito e o limite do cheque especial como complementações da renda: 45% dos entrevistados se sentem endividados apenas quando não conseguem pagar o saldo total da fatura, e apenas 7% se sentem endividados quando utilizam o limite do cheque especial, ou, no jargão popular, “entram no vermelho”.  “É tão forte a impressão de que essas formas de crédito são apenas mais um meio de pagamento que 58% dos entrevistados já emprestaram seu nome, ou seja os benefícios de seus cheques ou cartões para alguém”, diz o estudo.
“O brasileiro está experimentando o crédito cada vez mais, porém, não existe uma preocupação de educação financeira , que traria benefícios a curto e a médio prazo. É preciso que haja um esforço do governo, instituições financeiras e da própria população para evitar problemas maiores no próximo ano”, comentou o economista e diretor executivo da LeadPix, Wiliam Kerniski.
De certa forma, o ano de 2013 não foi fácil para os brasileiros. A inflação se manteve persistente e alta. Para piorar, houve uma escalada da taxa básica de juros, que chegou a 10% ao ano, encarecendo o crédito e acelerando o inchaço das dívidas. Resta apenas a expectativa de que 2014 seja um ano melhor para o bolso do consumidor brasileiro.


Número de endividados que buscam sanar dívida bate recorde, diz Serasa

Uma notícia positiva foi divulgada pela imprensa no começo de dezembro. O número de brasileiros que procuraram os credores para pagar dívidas em atraso bateu recorde no acumulado de janeiro a outubro deste ano, informou a Serasa Experian.

Ao todo, cerca de 16 milhões de consumidores renegociaram o pagamento de contas atrasadas no período, um aumento de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O número de pessoas que entraram na base de inadimplentes no mesmo período, 21,5 milhões, cresceu menos, 9,5%, ressalta a empresa de análise de crédito.

“O bom momento vivido pelo mercado de trabalho no país, com as taxas de desemprego em patamares baixos e ganhos salariais acima da inflação, está motivando as pessoas a quitar suas dívidas”, avalia Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian, em nota à imprensa. “O sucesso dos feirões Limpa Nome – uma iniciativa do Serasa Consumidor – comprovam que este é um caminho importante. Nosso objetivo é aproximar empresas e consumidores, beneficiando milhares de famílias no restabelecimento do crédito e influenciar positivamente a economia do país”, completa Loureiro.

Limpa Nome online

Outra iniciativa da Serasa Experian para acelerar a queda da inadimplência é o serviço Limpa Nome online. Lançado em outubro, o sistema utiliza a internet para estabelecer a comunicação entre consumidores com pendências financeiras e empresas credoras. Essas companhias podem utilizar o Limpa Nome, no site da Serasa Experian, para oferecer descontos na dívida, condições de pagamento diferenciadas e até o boleto para o pagamento. “O objetivo do Limpa Nome online é aproximar empresas e consumidores. A internet proporcionará mais facilidade para o cliente, que resolverá pendências financeiras aproveitando a praticidade e as facilidades da internet. E as companhias poderão oferecer melhores condições de pagamento“, afirma Loureiro.

Para o consumidor consultar gratuitamente se há pendências em seu nome, a Serasa Experian oferece gratuitamente o Serviço de Atendimento ao Consumidor em suas agências localizadas em todas as capitais e principais cidades do Brasil. Os serviços ficam em prédios que oferecem segurança e privacidade ao consumidor, além de instalações equipadas com sistema informatizado integrado, o que torna o atendimento mais ágil.

Dicas do Serasa para renegociar

Para quem está endividado ou inadimplente e perdeu o controle das dívidas, o primeiro passo é buscar a renegociação. O consumidor deve aproveitar o final do ano e utilizar o 13º salário para organizar sua vida financeira. Ele mesmo pode regularizar suas dívidas diretamente com os credores, sem precisar contratar serviços de terceiros. 

Veja abaixo 10 dicas simples que a Serasa Experian preparou para uma renegociação bem sucedida:

1ª Antes de renegociar, faça as contas e leve anotada uma proposta dentro do seu orçamento. Dica: jamais recorra ao cheque especial ou a empréstimos com taxas muito altas. Busque opções mais baratas, como o crédito consignado, por exemplo.

2ª Na hora de renegociar, leve as contas em atraso, cartas de cobrança e outros documentos que possam ajudar na negociação.

3ª Avalie com calma as suas reais condições financeiras para pagar as dívidas: se você precisa de prazo, de desconto, ou das duas coisas.

4ª Fale abertamente com o atendente que irá avaliar o seu caso, deixando claro os motivos que fizeram você deixar de pagar as contas.

5ª Ouça a proposta que o atendente irá lhe apresentar e, caso não esteja acessível a você, procure apresentar uma sugestão mais próxima das suas condições.

6ª Ao fechar a renegociação, lembre-se sempre de pegar o comprovante que formaliza o acordo sobre o pagamento da dívida.

7ª Não caia no golpe de supostas empresas que dizem recuperar o seu crédito de maneira milagrosa.
8ª As únicas formas de regularizar uma dívida são efetuando o pagamento ou fazendo um acordo formal com a empresa credora.

9ª Você mesmo pode renegociar a sua dívida e não precisa pagar a ninguém para fazer isso.

10ª A renegociação de dívidas mostra que você quer pagar o que deve e é o único caminho para a solução de seus problemas financeiros. Valorize essa oportunidade e cumpra o acordo realizado.


Economize em material escolar

Quem tem filhos sempre começa o ano com receio da temida lista de material escolar. O gasto muitas vezes pode gerar um rombo no orçamento familiar, sem contar o tempo necessário para pesquisar preços e ir até as lojas para fazer as compras. Mas nada precisa ser um martírio. Com essas pequenas dicas será possível economizar sem gastar muitos lápis e borrachas. 
 
- Faça um levantamento em casa e avalie o que realmente precisa ser comprado.
- Ligue para outros pais e façam uma compra coletiva dos livros direto na editora. 
- Converse com a escola e verifique quais livros precisam ser comprados primeiro e quais podem ser comprados depois.
- Organize uma feira de troca de livros na escola. Procure os pais de alunos que já terminaram o ano que o seu irá começar e compre os livros usados.
- Faça pesquisa de preços na internet.
- Não leve seus filhos para as compras de material escolar.
-Priorize a qualidade e não a marca, existem muitas marcas menos conhecidas de materiais escolares que possuem boa qualidade e um preço mais baixo.
- Mais importante: todo ano faça uma poupança para este gasto. Assim você consegue ter o dinheiro para comprar à vista e pode negociar maiores descontos.
Quem tem filhos sempre começa o ano com receio da temida lista de material escolar. O gasto muitas vezes pode pesar bastante no orçamento familiar, sem contar o tempo necessário para pesquisar preços e ir até as lojas para fazer as compras. Mas nada precisa ser um martírio. Com essas pequenas dicas será possível economizar sem gastar muitos lápis e borrachas:

- Faça um levantamento em casa e avalie o que realmente precisa ser comprado.
- Ligue para outros pais e façam uma compra coletiva dos livros direto na editora.
Converse com a escola e verifique quais livros precisam ser comprados primeiro e quais podem ser comprados depois.
- Organize uma feira de troca de livros na escola. Procure os pais de alunos que já terminaram o ano que o seu irá começar e compre os livros usados.
- Faça pesquisa de preços na internet.
- Não leve seus filhos para as compras de material escolar.
-Priorize a qualidade e não a marca. Existem muitas marcas menos conhecidas de materiais escolares que possuem boa qualidade e um preço mais baixo.
- Mais importante: todo ano faça uma poupança para este gasto. Assim você consegue ter o dinheiro para comprar à vista e pode negociar maiores descontos.


Economize em material escolar

Quem tem filhos sempre começa o ano com receio da temida lista de material escolar. O gasto muitas vezes pode gerar um rombo no orçamento familiar, sem contar o tempo necessário para pesquisar preços e ir até as lojas para fazer as compras. Mas nada precisa ser um martírio. Com essas pequenas dicas será possível economizar sem gastar muitos lápis e borrachas. 
 
- Faça um levantamento em casa e avalie o que realmente precisa ser comprado.
- Ligue para outros pais e façam uma compra coletiva dos livros direto na editora. 
- Converse com a escola e verifique quais livros precisam ser comprados primeiro e quais podem ser comprados depois.
- Organize uma feira de troca de livros na escola. Procure os pais de alunos que já terminaram o ano que o seu irá começar e compre os livros usados.
- Faça pesquisa de preços na internet.
- Não leve seus filhos para as compras de material escolar.
-Priorize a qualidade e não a marca, existem muitas marcas menos conhecidas de materiais escolares que possuem boa qualidade e um preço mais baixo.
- Mais importante: todo ano faça uma poupança para este gasto. Assim você consegue ter o dinheiro para comprar à vista e pode negociar maiores descontos.
Quem tem filhos sempre começa o ano com receio da temida lista de material escolar. O gasto muitas vezes pode pesar bastante no orçamento familiar, sem contar o tempo necessário para pesquisar preços e ir até as lojas para fazer as compras. Mas nada precisa ser um martírio. Com essas pequenas dicas será possível economizar sem gastar muitos lápis e borrachas:

- Faça um levantamento em casa e avalie o que realmente precisa ser comprado.
- Ligue para outros pais e façam uma compra coletiva dos livros direto na editora.
Converse com a escola e verifique quais livros precisam ser comprados primeiro e quais podem ser comprados depois.
- Organize uma feira de troca de livros na escola. Procure os pais de alunos que já terminaram o ano que o seu irá começar e compre os livros usados.
- Faça pesquisa de preços na internet.
- Não leve seus filhos para as compras de material escolar.
-Priorize a qualidade e não a marca. Existem muitas marcas menos conhecidas de materiais escolares que possuem boa qualidade e um preço mais baixo.
- Mais importante: todo ano faça uma poupança para este gasto. Assim você consegue ter o dinheiro para comprar à vista e pode negociar maiores descontos.


2014 diferente: como montar o seu orçamento e acompanhá-lo de perto


Controlar as finanças, definir metas e formas de investimentos e poupança não é tarefa fácil.
No início essa missão pode parecer penosa, mas com paciência e disciplina é possível colocar a vida financeira em ordem. 
 
De acordo com especialistas, o ideal é aproveitar o novo ano para rever hábitos ruins que acabam corroendo boa parte do orçamento familiar. “Para começar 2014 com o pé direito, equilibrar as finanças e, se for o caso, acabar com as dívidas, é importante ter o controle de todas as despesas. O ideal é ter uma planilha e anotar todos os tipos de gastos, desde o simples cafezinho até gastos mais elevados”, ensina o educador financeiro Roberto Santiago.
 
Para ele, muitos gastos podem ser eliminados ou reduzidos com pequenas mudanças. “Anotar todos os gastos é indispensável para quem não consegue se controlar. Pode ser no papel, uma planilha do excel ou mesmo aplicativos disponíveis para celulares. O ideal é separar as despesas por itens, como gastos com o carro, refeições na rua, lazer, vestuário e assim por diante.”
 
No início essa tarefa pode ser trabalhosa e até sem fundamento, mas em pouco tempo já é possível perceber as vantagens. Com isso, a pessoa irá identificar os itens que elevam a conta do final do mês e, assim, criar uma estratégia para diminuir esse tipo de consumo. Feito isso, é só identificar os gastos em excesso e planejar uma maneira de cortá-los. O que sobrar pode ser investido numa poupança ou num plano de previdência complementar”, acrescenta Santiago.
 
Outra dica é centralizar a forma de pagamento, seja no cartão de crédito ou débito, cheque ou até mesmo em espécie. O ideal seria concentrar os gastos em uma só forma de pagamento, no caso à vista para fugir dos juros e optar pelo cartão de crédito, que possibilita acumular pontos que podem ser convertidos em produtos. Foi o que fez o advogado Francisco Resende, 40 anos. “Procuro pagar tudo no cartão e anotar logo em seguida. Dessa forma, controlo meus gastos e ainda acumulo pontos no programa de vantagens do meu cartão”, diz.
 
Para obter sucesso, é fundamental que todos os membros da casa adotem esses procedimentos para que juntos possam ver o tamanho da economia e, assim, usufruir melhor desse dinheiro. As anotações podem ser de acordo com o perfil de cada membro. “Crie uma planilha para cada membro da família. No caso das crianças, crie planilhas para gastos com diversão, refeições na rua e compra de brinquedos ou eletrônicos. Já para os jovens, a tabela pode contemplar gastos com celular, roupas e calçados da moda. Essa pode ser uma boa alternativa para controlar os gastos. Dessa forma todos participam e podem criar hábitos conscientes de consumo”, completa o educador financeiro.


Entenda a reserva matemática


“Existe o Benefício a Conceder, que é quando o participante ainda está em atividade. Nesse caso, o valor é proporcional ao tempo que falta para a aposentadoria. Já o Benefício Concedido é quando o participante está em gozo da aposentadoria ou pensão. Nessa situação, a reserva está calculada para sustentar o benefício entre a data de cálculo e o final da vida prevista para o participante”, destaca Chagas Pinto.
O economista explica, ainda, que no cálculo da reserva matemática levam-se em consideração as premissas atuariais aprovadas pela entidade e patrocinadora, tais como idade limite na aposentadoria, regimes financeiros, tábuas de sobrevivência, tábua de incapacidade física, tábua de ocorrências de óbitos, sobrevivência e incapacidade na empresa patrocinadora, juros atuariais, projeções de crescimento real de salários na atividade, fator de capacidade de valor nominal de salários e formas de reajustes de benefícios e salários, entre outros.
“A reserva matemática representa a diferença, em valores atuais, entre os compromissos futuros da patrocinadora e os compromissos futuros do participante, todos avaliados à mesma época e considerando os dados dos participantes e um conjunto de hipóteses atuariais”, resume o economista.
Já os juros atuariais são a taxa de juros previamente pactuada com a área de investimentos para assegurar que as reservas, constituídas pelos participantes e patrocinadoras, tenham um rendimento mínimo. Essa taxa considera as condições de rentabilidade dos mercados financeiro, imobiliário e de capitais, não podendo exceder a 6% ao ano, conforme legislação.
“Essas hipóteses atuariais são espécies de premissas com vistas a estimar os benefícios e as contribuições futuras do plano de benefícios, considerando fatores econômicos, como taxa de juros, crescimento salarial e reajuste dos benefícios, fatores biométricos, como mortalidade de ativos, mortalidade de inválidos e entrada em invalidez. Além de outros fatores, como composição do grupo familiar e limitações legais, por exemplo. As hipóteses atuariais devem ser periodicamente analisadas para ajustá-las, se necessário, à realidade das ocorrências”, completa Chagas Pinto.




Entrevista com Márcia Tolotti, autora do livro “Armadilhas do consumo”


Você compra mais do que deveria e, muitas vezes, acaba se endividando?
Confira a nossa entrevista com a consultora e psicanalista Márcia Tolotti, autora do livro “Armadilhas do Consumo” e repense alguns aspectos da sua vida financeira:
O que a motivou a escrever o livro "Armadilhas do Consumo"?
Márcia Tolotti -
 Com mais de 20 anos trabalhando na clínica, atendendo em consultório e na atividade de consultoria em empresas, percebi que havia um problema que se repetia, na forma como as pessoas lidavam com o dinheiro. Passei, então, a estudar o tema e praticamente não encontrei bibliografia que falasse da realidade brasileira. Então, comecei a participar de eventos específicos sobre finanças pessoais, aprofundei o estudo e escrevi.
Que armadilhas são essas?
Márcia Tolotti - As armadilhas se dividem em duas grandes vertentes: falta de educação financeira e indisciplina emocional. A maioria não conhece noções e técnicas básicas para gerenciar as finanças pessoais. Esse é o lado objetivo do problema mais fácil de sanar, pois basta ler um livro, um artigo e as informações mais importantes serão adquiridas. O problema maior está na segunda vertente, que é a indisciplina emocional, ou seja, as emoções que nos levam aos gastos desnecessários, como tristeza, autoestima baixa, insegurança, necessidade de status, angústia e inveja.
O que muda quando um leitor conhece essas armadilhas?
Márcia Tolotti - A realidade muda à medida em que cada um começa a analisar as emoções envolvidas no ato da compra. Por exemplo, ao comprar aquele sapato que provavelmente não caberá no armário, se perguntar “o que estou comprando junto com ele?”. Seria uma sensação de falta que a pessoa está tentando eliminar e imagina que ao comprar o sapato se sentirá melhor? Mais feliz? Mais realizada? Não é um processo fácil, mas necessário. As emoções não são conscientes, então estamos lidando com uma força psíquica que nos impulsiona a comprar, sem percebermos. Nosso trabalho é intenso, mas aos poucos vamos incorporando o novo hábito, o hábito de analisar nossas decisões financeiras.
Ainda pensando na pergunta anterior... exercitar o consumo consciente dá trabalho?
 Márcia Tolotti - Sim, dá trabalho, mas ficar endividado ou sem dinheiro dá mais trabalho, não é verdade?
Há um perfil (criança, mulher etc) mais suscetível a cair nessas armadilhas ou essa visão é mito, preconceito?
Márcia Tolotti -
 O mercado é muito competente e estuda todos, em todas as idades e todas as classes sociais. Não é privilégio de nenhum de nós, somos todos envolvidos pelos apelos do hiperconsumo.
De que forma o seu trabalho como psicanalista a auxiliou nesse trabalho?
Márcia Tolotti - Como as decisões financeiras, segundo a neurociência, são 95% emocionais e apenas 5% racionais, a psicanálise é a grande ferramenta para auxiliar as pessoas diante das suas escolhas.
Em que momento você, como psicanalista, resolveu investir na atividade de consultora financeira?
Márcia Tolotti - A partir do momento que comprovei a eficácia do trabalho.  As pessoas davam feedbacks constantes, dizendo que estavam conseguindo se proteger, parando de se endividar e se transformando em investidoras... Isso tudo fez com que eu tivesse certeza de que estava no caminho certo. Ao ampliar o trabalho para o maior número de pessoas, estaria ajudando a construir uma sociedade menos escrava e mais livre. Minha missão é compartilhar o conhecimento e ajudar pessoas a terem a maior clareza possível das decisões e isso fazemos através do pensamento crítico e da constante análise das nossas emoções. Além de contar com a visão estratégica de profissionais da mídia, que abrem espaço para que os leitores ampliem o conhecimento. Obrigada pela oportunidade e desejo que todos possam fazer bons investimentos afetivos e financeiros.


Entrevista com Márcia Tolotti, autora do livro “Armadilhas do consumo”


Você compra mais do que deveria e, muitas vezes, acaba se endividando?
Confira a nossa entrevista com a consultora e psicanalista Márcia Tolotti, autora do livro “Armadilhas do Consumo” e repense alguns aspectos da sua vida financeira:
O que a motivou a escrever o livro "Armadilhas do Consumo"?
Márcia Tolotti -
 Com mais de 20 anos trabalhando na clínica, atendendo em consultório e na atividade de consultoria em empresas, percebi que havia um problema que se repetia, na forma como as pessoas lidavam com o dinheiro. Passei, então, a estudar o tema e praticamente não encontrei bibliografia que falasse da realidade brasileira. Então, comecei a participar de eventos específicos sobre finanças pessoais, aprofundei o estudo e escrevi.
Que armadilhas são essas?
Márcia Tolotti - As armadilhas se dividem em duas grandes vertentes: falta de educação financeira e indisciplina emocional. A maioria não conhece noções e técnicas básicas para gerenciar as finanças pessoais. Esse é o lado objetivo do problema mais fácil de sanar, pois basta ler um livro, um artigo e as informações mais importantes serão adquiridas. O problema maior está na segunda vertente, que é a indisciplina emocional, ou seja, as emoções que nos levam aos gastos desnecessários, como tristeza, autoestima baixa, insegurança, necessidade de status, angústia e inveja.
O que muda quando um leitor conhece essas armadilhas?
Márcia Tolotti - A realidade muda à medida em que cada um começa a analisar as emoções envolvidas no ato da compra. Por exemplo, ao comprar aquele sapato que provavelmente não caberá no armário, se perguntar “o que estou comprando junto com ele?”. Seria uma sensação de falta que a pessoa está tentando eliminar e imagina que ao comprar o sapato se sentirá melhor? Mais feliz? Mais realizada? Não é um processo fácil, mas necessário. As emoções não são conscientes, então estamos lidando com uma força psíquica que nos impulsiona a comprar, sem percebermos. Nosso trabalho é intenso, mas aos poucos vamos incorporando o novo hábito, o hábito de analisar nossas decisões financeiras.
Ainda pensando na pergunta anterior... exercitar o consumo consciente dá trabalho?
 Márcia Tolotti - Sim, dá trabalho, mas ficar endividado ou sem dinheiro dá mais trabalho, não é verdade?
Há um perfil (criança, mulher etc) mais suscetível a cair nessas armadilhas ou essa visão é mito, preconceito?
Márcia Tolotti -
 O mercado é muito competente e estuda todos, em todas as idades e todas as classes sociais. Não é privilégio de nenhum de nós, somos todos envolvidos pelos apelos do hiperconsumo.
De que forma o seu trabalho como psicanalista a auxiliou nesse trabalho?
Márcia Tolotti - Como as decisões financeiras, segundo a neurociência, são 95% emocionais e apenas 5% racionais, a psicanálise é a grande ferramenta para auxiliar as pessoas diante das suas escolhas.
Em que momento você, como psicanalista, resolveu investir na atividade de consultora financeira?
Márcia Tolotti - A partir do momento que comprovei a eficácia do trabalho.  As pessoas davam feedbacks constantes, dizendo que estavam conseguindo se proteger, parando de se endividar e se transformando em investidoras... Isso tudo fez com que eu tivesse certeza de que estava no caminho certo. Ao ampliar o trabalho para o maior número de pessoas, estaria ajudando a construir uma sociedade menos escrava e mais livre. Minha missão é compartilhar o conhecimento e ajudar pessoas a terem a maior clareza possível das decisões e isso fazemos através do pensamento crítico e da constante análise das nossas emoções. Além de contar com a visão estratégica de profissionais da mídia, que abrem espaço para que os leitores ampliem o conhecimento. Obrigada pela oportunidade e desejo que todos possam fazer bons investimentos afetivos e financeiros.