Em 2010, o governo federal iniciou um projeto piloto em algumas instituições de ensino brasileiras: o programa “Educação Financeira nas Escolas”, parte da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF). A ideia é dar ferramentas ao cidadão para que ele se proteja dos perigos da má administração de recursos pessoais. Após dois anos de trabalho, o governo concluiu que a educação financeira é transformadora para a vida dos alunos e de suas famílias. Isso motivou a inclusão da disciplina nos currículos das escolas públicas estaduais e municipais.
A análise desse resultado foi feita acompanhando escolas com e sem iniciativas de educação financeira. Em metade das escolas, foram introduzidas situações didáticas sobre o tema nas disciplinas que já faziam parte do currículo, com participação não obrigatória. Também foram organizados workshops e atividades com os pais dos alunos envolvidos. Na outra metade, houve um acompanhamento dos alunos que não tiveram nenhuma orientação específica sobre educação financeira, um grupo "controle". Para medir a evolução dos alunos, foi criado um teste para avaliar a capacidade deles de programar suas finanças, calcular juros e outras competências. A pesquisa concluiu que, no grupo que foi orientado, os conhecimentos financeiros tiveram um aumento de 24%, enquanto o grupo de controle teve uma melhora de 16%.
Considerando que os dados apresentados fizeram parte de um projeto-piloto realizado em escolas públicas, o site Sempre Ativo decidiu acompanhar o trabalho realizado em 2012 em uma escola particular de Brasília. No caso, essa escola optou por um caminho interessante: antes de levarem o tema aos alunos, todos os professores passaram por uma consultoria financeira. A metodologia foi elogiada por todos, pois muitos professores reconheceram que precisavam melhorar seu comportamento em relação ao dinheiro. Além disso, durante o primeiro semestre de 2012, os docentes assistiram palestras e participaram de oficinas especiais, para entenderem melhor as atividades que seriam aplicadas com os alunos, a partir do material didático que seria trabalhado. Por fim, no segundo semestre, muitos experimentaram essas atividades em sala, inclusive com crianças a partir de cinco anos. O resultado tem sido melhor que o esperado e, no próximo ano, as atividades serão implementadas em turmas de alunos do pré-escolar ao nono ano.
Implementar o ensino de uma metodologia nova exige empenho por parte da escola, ainda mais quando o objetivo é beneficiar também os professores e a família do aluno. Foi o que fez o Colégio de Orientação e Estudos Integrados (Coesi), de Aracaju. O colégio adotou material didático de educação financeira nos ciclos de Educação Infantil e Ensino Fundamental e, segundo Carla Eugênia Nunes Brito, diretora pedagógica, a aceitação dos pais foi imediata. “Os pais entenderam a proposta da escola de formar jovens com saúde financeira. E os alunos adoraram as aulas porque são bastante estimulantes. A princípio, as aulas eram quinzenais, mas devido ao sucesso da metodologia, tivemos que adaptar o conteúdo para as aulas serem semanais”, diz Carla.
Todos esses exemplos são apenas o começo de uma mudança que pretende dar frutos significativos ao longo dos anos, ao formar uma nova geração mais consciente quanto ao uso do dinheiro.
A análise desse resultado foi feita acompanhando escolas com e sem iniciativas de educação financeira. Em metade das escolas, foram introduzidas situações didáticas sobre o tema nas disciplinas que já faziam parte do currículo, com participação não obrigatória. Também foram organizados workshops e atividades com os pais dos alunos envolvidos. Na outra metade, houve um acompanhamento dos alunos que não tiveram nenhuma orientação específica sobre educação financeira, um grupo "controle". Para medir a evolução dos alunos, foi criado um teste para avaliar a capacidade deles de programar suas finanças, calcular juros e outras competências. A pesquisa concluiu que, no grupo que foi orientado, os conhecimentos financeiros tiveram um aumento de 24%, enquanto o grupo de controle teve uma melhora de 16%.
Considerando que os dados apresentados fizeram parte de um projeto-piloto realizado em escolas públicas, o site Sempre Ativo decidiu acompanhar o trabalho realizado em 2012 em uma escola particular de Brasília. No caso, essa escola optou por um caminho interessante: antes de levarem o tema aos alunos, todos os professores passaram por uma consultoria financeira. A metodologia foi elogiada por todos, pois muitos professores reconheceram que precisavam melhorar seu comportamento em relação ao dinheiro. Além disso, durante o primeiro semestre de 2012, os docentes assistiram palestras e participaram de oficinas especiais, para entenderem melhor as atividades que seriam aplicadas com os alunos, a partir do material didático que seria trabalhado. Por fim, no segundo semestre, muitos experimentaram essas atividades em sala, inclusive com crianças a partir de cinco anos. O resultado tem sido melhor que o esperado e, no próximo ano, as atividades serão implementadas em turmas de alunos do pré-escolar ao nono ano.
Implementar o ensino de uma metodologia nova exige empenho por parte da escola, ainda mais quando o objetivo é beneficiar também os professores e a família do aluno. Foi o que fez o Colégio de Orientação e Estudos Integrados (Coesi), de Aracaju. O colégio adotou material didático de educação financeira nos ciclos de Educação Infantil e Ensino Fundamental e, segundo Carla Eugênia Nunes Brito, diretora pedagógica, a aceitação dos pais foi imediata. “Os pais entenderam a proposta da escola de formar jovens com saúde financeira. E os alunos adoraram as aulas porque são bastante estimulantes. A princípio, as aulas eram quinzenais, mas devido ao sucesso da metodologia, tivemos que adaptar o conteúdo para as aulas serem semanais”, diz Carla.
Todos esses exemplos são apenas o começo de uma mudança que pretende dar frutos significativos ao longo dos anos, ao formar uma nova geração mais consciente quanto ao uso do dinheiro.
