IPO, startup, spread, swap. O apreço que os financistas têm pela língua inglesa dá a impressão que finanças são para poucos. Mesmo os jargões que ainda sobrevivem à invasão linguística não ajudam muito. Expressões como mercado a termo, opções, futuro e siglas cada vez mais comuns como CDI e ETF deixam muita gente com medo de fazer qualquer coisa com seu dinheiro que não seja gastar ou aplicar na velha e conhecida poupança. Muitos profissionais da área de educação financeira sabem disso e se esforçam para desmistificar esses termos e, com isso, mostrar que o mercado financeiro é mais simples do que parece. Veja abaixo o que significam três dos termos mais usados atualmente:
IPO: sigla de Initial Public Offering (Oferta Pública Inicial): ocorre quando uma empresa passa a ter suas ações negociadas em bolsa de valores pela primeira vez.
ETF: sigla de Exchange-Traded Fund, também conhecidos como Fundos de Índices. Em essência, são fundos de investimento cujas cotas são negociadas em bolsa em vez de nos canais tradicionais (bancos e corretoras). O primeiro ETF do Brasil foi o PIBB, mas hoje a BM&FBovespa conta com 12 desses ativos.
Mercados a termo, de opções e de futuro: fazem parte do chamado mercado de derivativos, que se caracteriza por negociar ativos cujos preços variam de acordo com o desempenho de outros ativos. São muito usados tanto por investidores em busca de proteção para seus investimentos quanto por especuladores em busca de ganhos extraordinários.