Uma das razões mais comuns para essa alteração de comportamento é o desejo de dar aos filhos uma vida melhor do que eles tiveram. Isso faz com que eles se esqueçam de que certas restrições foram úteis no processo educativo e colaboraram para a formação deles, como pessoas poupadoras.
A educadora financeira Celina Macedo, autora do livro “Filhos, seu melhor investimento”, relata que as crianças precisam receber limites e aprender a lidar com eles. Nesse sentido, a educação financeira dos filhos se dá no dia a dia e não apenas nas situações em que eles recebem dinheiro. Uma criança mimada, que tem dificuldade de receber um não, pode se tornar um adulto que não sabe respeitar os limites de gastos do cartão de crédito ou da própria conta bancária.
Por isso, os pais devem ficar atentos aos seus próprios comportamentos, sobre consumo e gastos, para não cederem aos apelos consumistas dos pequenos. Retomar as rédeas do próprio dinheiro, poupar mensalmente e impor limites aos filhos é uma forma de trazer bem-estar para si mesmo e de educar as gerações futuras, visto que a melhor forma de ensinar é por meio do exemplo.