quarta-feira, 12 de abril de 2017

Recebi: poupar ou gastar?

Depois de viver períodos de endividamento crônico, Manoel de Macedo resolveu dar uma guinada em sua vida financeira. Hoje é um dos palestrantes mais requisitados na instituição onde trabalha. O tema das palestras que ele ministra? Educação Financeira – atualmente, o assunto que mais o encanta, por sinal.
Macedo, que durante a maior parte de sua trajetória profissional assumiu cargos de gestão e atuou como Gerente Geral e Superintendente em um grande banco público nacional, sabe que um bom salário não garante a tranquilidade financeira. Em seus treinamentos, ele mostra que o importante não é o quanto se ganha e, sim, como se utiliza o que se ganha.
Nesse sentido, uma das primeiras lições que ele ensina é a sociedade inverteu a lógica de raciocínio. “Incentivadas a consumir cada vez mais, as pessoas acabaram entrando no ciclo de gastar, receber e poupar, quando sobra. Nos meus cursos eu mostro que essa lógica está invertida. Na verdade, as pessoas precisam se habituar a poupar assim que recebem o salário e, depois disso, aprenderem a viver com o saldo restante”, comenta o educador financeiro.
O recado de Macedo é ensinado por autores consagrados de finanças pessoais. Muitos chamam esse comportamento de “Pagar a si mesmo”, ou seja, da mesma forma que as famílias prezam os pagamentos das despesas fixas de casa, cada um deve priorizar a si mesmo e conquistar o compromisso de dedicar parte das receitas mensais para a realização de seus objetivos.
Mesmo que você tenha dívidas, faça esse exercício: determine uma quantia a ser poupada mensalmente, assim que o seu crédito pagamento entrar na conta. Determine um objetivo para esse dinheiro e mantenha o foco na realização. Comece com pequenas quantias, se necessário, pois no início o mais importante é criar o hábito de poupar. Quem faz esse exercício passa, pouco a pouco, a transformar o padrão de endividado para o padrão mental de investidor.