- Interesse
- Inteligência financeira;
- Organização
- Planejamento
- Disciplina.
REGRA NÚMERO 1 – INTERESSE
Um ditado da psicologia diz que “o
primeiro passo para resolver um problema é admitir que ele existe”.
Quando você admite a existência de algo – um fato, uma idéia, um
acontecimento ou um problema – o seu cérebro começa a processar uma
gigantesca rede de informações e conexões sobre aquele algo; é o começo
da etapa “interessar-se”. E nos assuntos do dinheiro não é diferente.
As questões econômicas e financeiras são
fatos de vida, e disso não há como escapar. O melhor que podemos fazer
por nós, por nossa família e por nosso país é adotar uma atitude de
atenção e interesse por estas questões. Todavia, tomar a atitude de
interessar-se é um processo mental; é uma manifestação de vontade que
precede a qualquer ação prática.
REGRA NÚMERO 2 – INTELIGÊNCIA FINANCEIRA
Expandir os conhecimentos financeiros e
as habilidades para manejar dinheiro depende de estudo. Se estudar é
fundamental, por que poucos o fazem? Entre algumas razões destacamos o
fato de que estudar é um ato solitário, exige tempo, recolhimento,
paciência e disciplina. Outro aspecto é que muitos não descobriram que
há outras formas de estudar além de forma tradicional.
Se você quer melhorar as suas condições,
é necessário expandir a sua inteligência financeira. Estudo sem ação
não produz resultado; ação sem estudo pode produzir resultados
negativos. A questão é que as pessoas são diferentes, têm estilos e
inteligências diferentes; por isso, a maneira de estudar deve estar de
acordo com o tipo de inteligência de cada um. É importante frisar dois
pontos:
- Não há uma forma única de estudar e aprender; para cada tipo de inteligência existe uma maneira apropriada;
- Você deve descobrir qual é o seu tipo de inteligência e qual o método de estudo que mais se adapta às suas características.
Se você tem “inteligência numérica”,
você aprende com mais facilidade ao estudar por meio de métodos
quantitativos e recursos matemáticos. Essa característica é muito
própria de engenheiros e economistas.
Se você tem “inteligência
verbal-linguística”, você aprende mais lendo textos, ouvindo fitas,
assistindo a exposições, e certamente não tem apreço por equações e
números. Essa inteligência é muito presente nos oradores, nos políticos,
nos pregadores religiosos e nos vendedores.
Já aqueles que têm “inteligência
espacial”, como os arquitetos, os escultores e os estilistas, terão
melhor proveito se adotarem métodos que usem imagens e figuras.
O importante é saber que há formas
diferentes de aprender e cada um deve buscar aquela mais adequada ao seu
tipo de inteligência. Estudar usando uma maneira não apropriada para a
sua característica torna o estudo uma atividade enfadonha e pouco
produtiva, além de dificultar o aprendizado.
Há várias formas e métodos que fazem do
estudo uma atividade agradável e prazerosa. Identifique qual é o tipo da
sua inteligência, descubra a maneira de estudar apropriada a você e
expanda os seus conhecimentos e suas habilidades no trato com dinheiro.
REGRA NÚMERO 3 – ORGANIZAÇÃO
É imenso o número de pessoas que têm a
vida financeira completamente desorganizada. Há dois tipos de
organização: a burocrática documental e a operacional. A primeira diz
respeito à ordem e à arrumação dos papéis e documentos, e seus
respectivos registros; a segunda se refere ao planejamento (orçamentos e
fluxos de caixa), à tomada de decisão e à execução de gastos e
investimentos.
O primeiro passo para melhorar a gestão
das finanças pessoais é arrumar os papéis e documentos e fazer os
registros segundo uma técnica que faça sentido. Se você tem dificuldade
em entender e classificar os documentos conforme a lógica contábil,
procure ajuda de um financista ou contador. De início, já há uma
vantagem: a elaboração de sua declaração de imposto de renda ficará bem
mais fácil.
Na disputa por clientes, os bancos
passaram a fornecer orientação e programas de computador direcionados a
pessoas físicas; esses programas servem para registro de patrimônio,
renda, gastos, aplicações financeiras e outras peças como orçamento e
fluxo de caixa.
REGRA NÚMERO 4 – PLANEJAMENTO
Há um provérbio que afirma não haver
bons ventos para um barco que não sabe aonde quer ir. Na vida financeira
também é assim. Não basta ter objetivos genéricos; é preciso ter metas.
Defino “meta” como sendo o objetivo devidamente quantificado. Se você
tem um objetivo do tipo “quero ter reservas financeiras quando me
aposentar”, você tem apenas um objetivo geral; por mais que trabalhe
para atingi-lo, não será possível fazer avaliações consistentes ao longo
do caminho. Agora, se você diz “quero ter reservas de “X” mil reais
quando chegar aos 60 anos”, bem, aí sim você tem não apenas uma, mas
duas metas: 1) atingir “X” mil reais; 2) aos 60 anos.
O planejamento das suas metas
financeiras é importantíssimo, e por uma razão muito simples: se você
deixar claro o que quer obter, definindo quando e quanto, você terá
“alvos” que vão DIRECIONAR as suas ações em relação aos ganhos, aos gastos,
à poupança e aos investimentos.
Meta= objetivos, valores e prazos.
REGRA NÚMERO 5 – DISCIPLINA
“Disciplina” é a capacidade de executar
as decisões tomadas e realizar as ações planejadas, no tempo certo, na
medida prevista e da forma correta.
Não é fácil ser disciplinado; exige
força interior, organização, perseverança e método.
Disciplina é,
possivelmente, a mais importante característica da competência.
Um bom
planejamento é aquele que define uma TOLERANCIA, os seus objetivos serão atingidos. Um planejamento que trace
uma linha única, sem possibilidade de alterações para mais ou para
menos, acaba virando uma camisa de força impossível de ser cumprida. As
ações do futuro são sempre planejadas tomando por base um cenário
previsto. Considerando que a realidade sempre acaba apresentando muitas
diferenças em relação ao previsto, o planejamento deve ser flexível para
permitir correções de rumo. Se o plano for flexível, as ações poderão
ser adaptadas e as alterações de cenário não serão pretexto para deixar
de cumprir as metas.
A disciplina é uma característica que
embora esteja ligada a traços da personalidade do indivíduo, pode ser
aprendida.