No livro “O Poder do Hábito”, o autor Charles Suhigg faz uma pesquisa intensa para desvendar de que modo os hábitos são formados em nosso cérebro. Apesar do livro não focar as finanças, algumas dicas são valiosas para quem precisa aprender a gastar menos do que ganha. Em resumo, ele explica como o automatismo se dá em vários comportamentos nossos. Nesse sentido, fazer algo diferente do que estamos acostumados é uma rica oportunidade de criar novos caminhos neurais e começar a criar um novo padrão no nosso cérebro, inclusive.
Outro aspecto interessante é que um hábito positivo favorece outros: uma pessoa organizada e que administra bem o tempo tende a ser mais organizada financeiramente. Não precisa ser um especialista para notar esses padrões. O gerente de contas Oswaldo Porto observa isso no trabalho: “é comum ver clientes que fazem empréstimo para quitar o cheque especial, mas que antes de quitar as parcelas voltam a ultrapassar o limite, simplesmente pelo costume”.
A boa notícia é que qualquer pessoa pode mudar seus hábitos desde que se mantenha firme no propósito. A comédia “Melhor é Impossível”, com Jack Nicholson e Helen Hunt, mostra o caso extremo de um homem na faixa de sessenta anos que tem transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e não apenas faz tudo igual, mas repete várias vezes a mesma atitude de lavar as mãos e trancar a porta. Ao se apaixonar, no entanto, ele se pega fazendo coisas diferentes, chegando ao ponto de esquecer a porta aberta. O filme é uma oportunidade para relaxar e repensar as próprias atitudes, seja em relação ao dinheiro ou à própria vida.